Primeiro-Ministro chinês pede que segurança e desenvolvimento sejam “organicamente combinados”

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O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, disse hoje que segurança e desenvolvimento devem ser “organicamente combinados”, numa altura em que a crescente ênfase de Pequim na segurança coincide com o abrandamento da economia.

Durante uma reunião do Conselho de Estado, o Executivo chinês, Li disse que deve haver “maior foco no desenvolvimento e apoio às empresas” e pediu uma “combinação orgânica” entre segurança e desenvolvimento.

A posição de Li surge numa altura em que observadores temem que o crescente ênfase da China na “segurança”, que inclui a entrada em vigor de uma ampla e vaga Lei de Contraespionagem suscetível de dificultar o intercâmbio com o exterior, está a sobrepor-se ao foco do país no desenvolvimento económico.

O governo “vai focar-se no progresso enquanto mantém a estabilidade, aplicar com precisão e vigor as medidas de controlo macroeconómico e aproveitar a sinergia entre as várias políticas”, afirmou Li Qiang, citado pela agência noticiosa oficial Xinhua.

Segundo o primeiro-ministro chinês, vão ser feitos esforços para “melhorar o ambiente de desenvolvimento das empresas privadas”, “otimizar a estrutura do comércio externo” e “melhor atrair e utilizar o capital estrangeiro”.

O Conselho de Estado publicou diretrizes, no domingo, para “otimizar ainda mais o ambiente para o investimento estrangeiro” e “intensificar os esforços para atrair investimento externo”.

O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros, Wang Wenbin, explicou na quarta-feira que o país asiático “tem confiança, condições e capacidade” para atingir as suas metas anuais e disse que a “imprensa e políticos ocidentais” que “procuram notoriedade ao apontar problemas na recuperação económica da China” vão “confrontar-se com a realidade”.

Após um início de ano promissor, a recuperação económica pós-pandemia mostra sinais de desaceleração. A débil procura doméstica e internacional, riscos de deflação e estímulos insuficientes, a par de uma crise imobiliária e falta de confiança no setor privado, são as principais causas para o abrandamento da segunda maior economia mundial, segundo os analistas.

Em março passado, as autoridades chinesas definiram uma meta de crescimento de “cerca de 5%” para este ano.

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