Resgatado australiano que adoeceu em base remota na Antártica

© D.R.

Um homem que adoeceu numa base remota na Antártica está a voltar à Austrália num navio quebra-gelo após uma difícil missão de resgate, disseram hoje as autoridades australianas.

O homem estava a trabalhar na estação de pesquisa de Casey quando começou a padecer do que as autoridades descreveram como uma condição médica em desenvolvimento que exige avaliação e cuidados especializados.

O quebra-gelo RSV Nuyina deixou a Austrália na semana passada e viajou mais de três mil quilómetros para sul, rompendo o gelo marinho até chegar a um local situado a 144 quilómetros da estação de Casey, disse a Divisão Antártica Australiana num comunicado.

Dois helicópteros partiram depois do convés do quebra-gelo no domingo e chegaram à base depois de um voo de quase uma hora para resgatar o homem.

O diretor-geral interino de operações e logística da divisão, Robb Clifton, disse que “a primeira fase (…) foi realizada de forma segura e bem-sucedida e o navio está a agora na viagem de retorno a Hobart”, capital da ilha da Tasmânia, a sul da Austrália.

Até chegar à Tasmânia, o homem irá receber tratamento nas instalações médicas do navio quebra-gelo, dado por médicos especializados em medicina polar e por funcionários do principal hospital de Hobart.

As autoridades recusaram-se a divulgaram o nome ou a condição médica do homem para proteger a sua privacidade.

Durante o verão, no hemisfério sul, mais de 150 pessoas trabalham na estação de pesquisa Casey. Mas durante o inverno, permanecem menos de 20 funcionários para realizar trabalhos de manutenção.

A Divisão Antártica Australiana disse que todas as outras pessoas que trabalham nas bases australianas na Antártica estão seguras e bem de saúde.

Últimas do Mundo

O Grupo Parlamentar do CHEGA apresentou na Assembleia da República um voto de pesar pela morte de Henry Nowak, jovem britânico de 18 anos assassinado no Reino Unido, num caso que gerou forte indignação internacional.
Centenas de pessoas saíram às ruas de Southampton, no Reino Unido, após a morte de Henry Nowak, o jovem de 18 anos que morreu depois de ter sido esfaqueado e inicialmente tratado pelas autoridades como suspeito. Vickrum Digwa, de 23 anos, acabou condenado pelo homicídio do estudante.
A ministra do Interior britânica defendeu hoje uma investigação à atuação da polícia, no ano passado, por deter e algemar erradamente uma vítima de esfaqueamento, mas alertou para a manipulação política do caso.
Um executivo da empresa norte-americana Walt Disney Company, detido num aeroporto de Moscovo em janeiro, foi hoje condenado a dois anos e meio de prisão por um tribunal russo por posse e tentativa de contrabando de droga.
Um português de 26 anos morreu após uma violenta agressão numa rua espanhola, num caso que está agora a ser investigado pelas autoridades de La Rioja.
A Comissão Europeia multou hoje a chinesa Temu em 200 milhões de euros por não detetar devidamente produtos ilegais, referindo que encontrou à venda na plataforma brinquedos para bebés, joias ou carregadores com elevados riscos de segurança.
Os aeroportos europeus estão a registar esperas até 3,5 horas nos controlos fronteiriços em períodos de pico e antecipam um verão “particularmente difícil”, apontando falta de efetivos e falhas técnicas na implementação do novo sistema europeu.
O YouTube passará a detetar e a identificar automaticamente os conteúdos criados por inteligência artificial (IA), informou hoje a empresa que pertence à Google, que até agora dependia dos criadores do conteúdo para etiquetar os vídeos.
Uma onda de calor está a atingir a Europa, com temperaturas recorde para maio e alertas das autoridades em países como Espanha, França, Irlanda, Reino Unido, Áustria e República Checa.
A obesidade está a abrandar em países da Europa Ocidental, incluindo Portugal, mas continua a aumentar de forma consistente em países de baixo rendimento, concluiu um estudo internacional com participação de investigadores da Universidade de Coimbra.