Costa disse aos deputados PS que se reúne sexta-feira com diretor executivo do SNS

O primeiro-ministro disse hoje aos deputados socialistas que vai reunir-se na sexta-feira com o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Fernando Araújo, e defendeu que o Orçamento para 2024 tem dotação suficiente para o setor.

© Folha Nacional

Fontes socialistas adiantaram à agência Lusa que esta reunião foi comunicada por António Costa na parte fechada à comunicação social do encontro que teve no parlamento com o Grupo Parlamentar do PS sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2024.

Durante a reunião, vários deputados alertaram António Costa, e o ministro das Finanças, Fernando Medina, que também se encontrava presente na reunião, sobre as consequências para o SNS se muitos médicos mantiverem a recusa em ultrapassar o limite legal de horas extraordinárias.

Neste ponto, o primeiro-ministro assinalou que os seus governos já aumentaram as verbas para a saúde na ordem dos 70% e falou em seguida no reforço que se verifica também com o Orçamento para 2024, deixando a entender que o problema do SNS não é de ordem financeira.

António Costa, segundo deputados do PS presentes na reunião, defendeu que o SNS terá de se adaptar aos novos tempos, com uma nova geração de profissionais de saúde.

Na terça-feira, na conferência de imprensa se apresentação do Orçamento do Estado para 2024, o ministro das Finanças referiu que a saúde irá ter um reforço de 1.209 milhões de euros.

Fernando Medina especificou que a área da saúde terá, assim, um reforço de 10% das verbas que lhe são transferidas através do Orçamento, o que significa um “aumento de 72% face ao ano de 2015” e “também um aumento face aos valores pós-pandemia em 2021”.

Especificamente, a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS), liderada por Fernando Araújo, terá um orçamento de 2,5 milhões de euros em 2024, segundo a proposta do Orçamento do Estado.

A proposta de orçamento refere que, em 2024, se consolidará a atividade da Direção Executiva, “aliada à reorganização do SNS para o futuro, alargando a todo o país as Unidades Locais de Saúde (ULS) e dinamizando-se modelos de prestação de cuidados baseados em equipas multiprofissionais, destacando-se as unidades de saúde familiar que se pretende generalizar, as unidades de cuidados na comunidade e, no âmbito hospitalar, os centros de responsabilidade integrados”.

No âmbito da reestruturação do SNS foram criadas 32 ULS e extintas 42 entidades, entre as quais as cinco administrações regionais de Saúde, cujas atribuições passaram para as ULS.

Em junho de 2023, o SNS contava com 150.422 profissionais, mais 25% face a dezembro de 2015 e mais 10,8% face a dezembro de 2019.

Últimas de Política Nacional

Álvaro Santos Pereira será ouvido na Assembleia depois de o CHEGA exigir esclarecimentos sobre compras travadas pelo Banco Central Europeu.
Ilídio Ferreira abandona o Partido Socialista e mantém mandato como independente. O pedido de desfiliação foi remetido a 25 de abril ao secretário-geral do partido.
O presidente do CHEGA, André Ventura, saudou hoje a promulgação, pelo Presidente da República, do decreto que altera a Lei da Nacionalidade e afirmou que esta legislação teve o "consenso possível".
O Governo quer criar um novo organismo para gerir 'situações de crise', num investimento de 33 milhões de euros, mas a proposta já está a levantar dúvidas sérias, incluindo o risco de ser inconstitucional.
Nova lei endurece regras de acesso à nacionalidade portuguesa e reforça exigência de ligação efetiva ao país.
Os preços dos combustíveis voltam a subir esta segunda-feira e aproximam-se de níveis históricos. Medidas do Governo são insuficientes para travar a subida dos preços.
Uma contratação feita pela Câmara Municipal de Abrantes, atualmente liderada pelo PS, está a gerar polémica e a levantar dúvidas sobre critérios de escolha. Em causa está a contratação de uma banda praticamente desconhecida para atuar como cabeça de cartaz nas festas da cidade, cujo membro pertence à concelhia dos socialistas.
O líder do CHEGA indicou hoje que, se as alterações à legislação laboral fossem votadas agora, o partido seria contra e considerou que a greve geral mostra o “fracasso do Governo” nas negociações.
O Parlamento rejeitou esta sexta-feira as propostas do CHEGA para reforçar proteção e compensação de profissionais expostos diariamente à violência.
O presidente do CHEGA acusou o Governo de deixar por cumprir uma parte substancial dos apoios prometidos após a tempestade Kristin, criticando a ausência de execução das medidas anunciadas, a pressão fiscal sobre os lesados e a falta de resposta do Executivo perante o agravamento dos custos para famílias e empresas.