CHEGA considera que Marcelo devia ter vetado diploma da dedicação plena

O presidente do CHEGA considerou hoje que o Presidente da República devia ter vetado o diploma da dedicação plena ao Serviço Nacional de Saúde e acusou o diretor executivo do SNS de atribuir culpas aos médicos pelos problemas no setor.

© Folha Nacional

“Mesmo sabendo que o Governo tem maioria absoluta e poderia sempre confirmar este diploma, o CHEGA entende que o senhor Presidente da República, no exercício das suas funções, devia ter vetado este diploma”, disse o líder do CHEGA, justificando com as críticas do setor a esta medida.

Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, André Ventura considerou que o Presidente da República optou por promulgar o diploma “com algumas leves críticas”, quando “deveria ter dado um sinal político forte de que este regime não serve para resolver o problema dos médicos, da sua remuneração ou o problema da falta de médicos nos centros de saúde e nos hospitais”.

“Marcelo Rebelo de Sousa disse que não queria ser um travão, mas isso torna a sua função, na prática, numa função quase de cartaz, porque se nunca quer ser um travão porque os problemas têm que se resolver, é abdicar também dos poderes constitucionais que tem”, criticou.

O líder do CHEGA referiu-se também às declarações do diretor executivo do SNS, de que novembro poderá ser o pior mês dos últimos 44 anos se os médicos não chegarem a acordo com o Governo, acusando Fernando Araújo de colocar “nos médicos a culpa do caos no SNS”.

André Ventura salientou que “estas palavras de Fernando Araújo são graves” e “não podem passar em branco”.

“A culpa das falhas brutais do SNS não é dos médicos, não é dos profissionais de saúde, e estas palavras do Governo deveriam ter merecido um cartão vermelho do Presidente da República e, certamente, vão merecer, já no debate do Orçamento do Estado, um cartão vermelho por parte dos partidos da oposição”, indicou.

Nesta declaração aos jornalistas, o presidente do CHEGA quis referir-se novamente ao aumento do Imposto Único de Circulação (IUC) e desafiou o Governo a inscrever o limite de 25 euros de aumento anual “não no Orçamento do Estado, mas diretamente no código” deste imposto.

“Aí ficamos com a garantia de que, independentemente de que orçamento seja, o limite máximo que os cidadãos terão de aumento será de 25 euros”, sustentou.

Depois de o Ministério das Finanças ter esclarecido que o limite de 25 euros de aumento vai manter-se após 2024, André Ventura considerou que se mantém “o mesmo princípio de desproporcionalidade e injustiça”.

O deputado voltou a defender a inconstitucionalidade da medida e a apelar a Marcelo Rebelo de Sousa que peça ao Tribunal Constitucional a fiscalização preventiva.

O líder do CHEGA indicou também que o seu partido vai propor no parlamento a revogação deste aumento proposto pelo Governo no Orçamento do Estado para 2024.

Últimas de Política Nacional

André Ventura responsabiliza o primeiro-ministro pela crise política em torno de Luís Neves e garante que a moção de censura poderia ter sido evitada se o ministro já tivesse abandonado o Governo. Presidente do CHEGA acusa ainda o Estado de ter mentido ao partido sobre os 144 mil euros associados à destruição dos produtos químicos e desafia os restantes partidos a escolherem de que lado ficam.
Primeiro, o Governo respondeu ao CHEGA indicando um orçamento de 144.456 euros para a destruição dos químicos, em linha com a justificação apresentada por Luís Neves. Agora, confrontado pelo Observador, o Ministério da Justiça esclarece um pormenor decisivo: aquele valor abrangia produtos apreendidos em vários processos e não apenas os 62 bidões da Operação Pacoba. Afinal, os 144 mil euros não eram só para aqueles químicos.
O líder do CHEGA contesta limitações ao objeto da comissão de inquérito e quer escrutinar toda a passagem de Luís Neves pela direção da PJ, incluindo o seu afastamento da Operação Influencer e perceber se decisões tomadas durante o mandato sofreram influência política.
Luís Montenegro vai enfrentar o debate da moção de censura apresentada pelo CHEGA no dia 8 de setembro, às 15h00. Partidos decidiram acelerar os prazos para que o país não fique à espera de uma resposta política à iniciativa apresentada na sequência das polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Presidente do CHEGA anunciou esta quarta-feira que o partido deu entrada de uma moção de censura ao Governo e considera a decisão “irreversível”. André Ventura acusa Luís Neves de não esclarecer as suspeitas que têm marcado a polémica em torno do ministro, critica o silêncio de Montenegro e garante que a comissão parlamentar de inquérito é para manter.
Presidente do CHEGA quer saber como Portugal vai pagar as novas fragatas e quanto custarão os juros. Ventura acusa ainda o Governo de ter adotado a “escola Luís Neves”: “Fala quando quer, sobre o que quer.”
Adjuntos, assessores e chefes de gabinete passaram dos corredores do Governo para lugares na Administração Pública. Em 17 casos, entraram em regime de substituição e, em dois, o percurso já terminou com uma nomeação por cinco anos.
Partido liderado por André Ventura questiona o Governo sobre o destino das habitações financiadas pelo PRR e pelo 1.º Direito e exige números sobre os beneficiários. Perante milhares de portugueses à procura de casa e uma oferta pública escassa, o CHEGA defende prioridade para cidadãos nacionais e para quem demonstre uma ligação duradoura e contributiva ao país.
Presidente do CHEGA considera que Luís Montenegro perdeu autoridade sobre o ministro da Administração Interna e avisa que, se não houver uma decisão sobre Luís Neves, o partido admite avançar com uma moção de censura. André Ventura acusa o ministro de ter arrastado o país para um “lamaçal político” e garante que a comissão parlamentar de inquérito é para manter.
Presidente do CHEGA considera “absolutamente razoável” o projeto que proíbe a mudança de sexo em menores de idade e reafirma a intenção de manter a iniciativa, rejeitando o apelo da ONU para que seja retirada ou revista.