23 Julho, 2024

SNS – Sistema Nacional Socialista

A política Portuguesa tem-se degradado nos últimos anos, conduzida por um governo socialista, culminando em uma disfunção total de políticas, princípios e propostas de solução para os problemas que o país enfrenta. Os Portugueses hoje desconfiam dos políticos do regime e das elites o que se deve a clientelismo nos cargos públicos, a décadas de corrupção e a falhas na Saúde, Habitação, Educação, Justiça e Defesa. 

Cada ano que passa sob a governação Socialista os Portugueses são confrontados com orçamentos de estado “perfeitos” que privilegiam o circunstancial, o imediato eleitoralista e abandonam o estrutural que deveria ser o reflexo de políticas reformadoras de longo prazo e preocupadas com o desenvolvimento do país garantindo o aumento da riqueza e consequentemente a sua justa distribuição. 

Os impostos aumentam, a inflação destrói os orçamentos familiares, a educação pública não garante a aprendizagem e, pasme-se, uma das bandeiras do socialismo e da esquerda está em rutura – O Serviço Nacional de Saúde ( SNS) . 

O SNS tem sido assolado por uma gestão danosa, baseada em razões ideológicas, que nos levou à destruição do sistema tal como o conhecíamos.

Após anos de avisos dos Profissionais de Saúde para a rutura do SNS no horizonte e quando não é mais possível esconder a ruína do mesmo, na tentativa de resolver o problema, que é ideológico sublinhe-se, as ações do PS multiplicam-se com a criação do Diretor executivo, e toda a sua estrutura, 300 pessoas (com cartão do PS) e 30 milhões de euros de orçamento; com a expansão das Unidades Locais de saúde; com a criação de  Centros de Responsabilidade Integrados nos hospitais; e com a generalização das Unidades de Saúde Familiar.

Tudo isto aparenta uma solução genial tirada da cartola de um ilusionista, como é o nosso primeiro-ministro, não fosse a realidade que vivemos de urgências fechadas, de listas de espera intermináveis e de hospitais e centros de saúde sem profissionais de Saúde que após anos de entrega e serviço ao país, com salários miseráveis e condições de trabalho deploráveis, migram para o setor privado ou para o estrangeiro que lhes dão condições de trabalho e salários justos.

Portugal não tem falta de profissionais de saúde, o rácio destas classes profissionais é razoável comparado com os nossos parceiros Europeus (segundo a OCDE), o que falta a Portugal é uma gestão profissional no setor público da saúde. A lei básica e elementar da gestão de recursos humanos baseia-se na oferta e na procura, será que é necessário explicarmos isso aos nossos governantes? 

As outras vertentes do problema são os cuidados de saúde primários, mal geridos, não conseguindo dar resposta, entupindo as urgências hospitalares e as condições de trabalho, que embora com investimentos avultados em hospitais e centros de saúde novos e com boas condições físicas, falham em toda a linha na gestão corrente dos consumíveis e dos equipamentos onde se assiste a falhas constantes de materiais e a equipamentos avariados durante largos períodos de tempo e equipamentos novos que não são utilizados.

A última linha são os hospitais centrais de Lisboa e Porto que continuam a funcionar em edifícios velhos, sem condições, onde se gastam valores avultados para obras de “remendos” que apenas maquilham a degradação. 

A tudo isto acresce os anos de pandemia, durante os quais os doentes não Covid foram completamente esquecidos, não se diagnosticando doenças graves, não se acompanhando as doenças crónicas já existentes, cancelando-se todos os programas de prevenção, onde os hospitais foram virados do avesso e os profissionais levados à exaustão. 

Os portugueses só recuperarão o seu SNS se uma gestão profissional recuperar os recursos humanos com salários competitivos e se integrar todo o sistema em rede informática nacional, poupando centenas de consultas e de exames complementares de diagnóstico.

O nosso ilusionista António Costa aconselha os Portugueses a não irem aos hospitais mas sim a telefonarem. Os hospitais e centros de saúde que nos vendem para 2024 serão idílicos se não tiverem doentes, pois profissionais de saúde e condições não terão com certeza.

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