Israel acusa Irão de querer acabar com processo de paz no Médio Oriente

O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita acusou hoje o Irão de estar a promover a instabilidade do Médio Oriente para acabar com "o processo de paz" na região e rejeitou que haja pretensões pelo território palestiniano.

© Facebook de Eli Cohen

“Não há uma disputa entre Israel e os palestinianos sobre o território em Gaza, não queremos disputar um único milímetro. Não havia um único israelita em Gaza desde 2005. A nossa vontade é viver de maneira pacífica com os nossos vizinhos”, disse Eli Cohen, durante um encontro no Parlamento Europeu (PE), em Bruxelas.

O chefe da diplomacia israelita acrescentou que a guerra com o movimento islamista Hamas, que começou depois de um atentado perpetrado há um mês pelo grupo, “não é uma guerra do Estado de Israel, é uma guerra do mundo livre”.

“Precisamos de vencer [o conflito] para assegurar que o Ocidente não é o próximo”, dramatizou Eli Cohen.

E defendeu que organizações como o Hamas, o Hezbollah e a Jihad Islâmica têm um elemento em comum: Teerão.

“Há uma coisa que os liga a todos: o Irão, que quer acabar com a normalização [das relações entre Telavive e os países árabes da região] e o processo de paz”, acusou.

O ministro dos Negócios Estrangeiros fez-se acompanhar ao PE por cinco cidadãos israelitas, familiares de reféns do Hamas, que descreveram as suas preocupações.

Todos tinham um apelo comum: mais esforços dos países europeus para acabar com o sequestro.

O grupo islamita do Hamas lançou em 07 de outubro um ataque surpresa contra o sul de Israel com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados, deixando mais de 1.400 mortos, milhares de feridos, e fazendo mais de duas centenas de reféns.

Em resposta, Israel declarou guerra ao Hamas, movimento que controla a Faixa de Gaza desde 2007, bombardeando várias infraestruturas do grupo na Faixa de Gaza e impôs um cerco total ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.

 

Últimas do Mundo

A esperança de vida à nascença aumentou em 2024 pelo terceiro ano consecutivo, para 81,5 anos, na União Europeia (UE), após os recuos registados na pandemia de covid-19, divulga hoje o Eurostat.
Mais de 90 pessoas em 72 países foram detidas pela Interpol e 45 mil servidores e endereços na Internet bloqueados numa operação contra crimes informáticos, anunciou hoje a agência.
A Google anunciou hoje o lançamento do Groundsource, uma metodologia baseada em IA Gemini que transforma milhões de relatórios públicos em dados estruturados para prever desastres naturais, entre os quais inundações ou ondas de calor.
Espanha teve este ano os meses de janeiro e fevereiro com mais chuva em quase meio século, disse hoje a Agência Estatal de Meteorologia do país (Aemet).
Mais de metade (51%) dos cidadãos da União Europeia (UE) não utilizaram os transportes públicos em 2024, um número que aumenta para 68% entre os portugueses, indicou na quarta-feira o Eurostat, o gabinete de estatísticas da UE.
A Provedora de Justiça Europeia alertou hoje para um aumento na falta de transparência das instituições da União Europeia (UE), o que excluiu a participação dos cidadãos, admitindo poder ser necessário rever legislação sobre a matéria.
As grandes ondas de calor, como a que atingiu a América do Norte em 2021, desencadeiam efeitos ecológicos em cascata frequentemente desastrosos mas também por vezes subtis, afetando a maior parte das espécies animais, segundo um estudo publicado hoje.
O Serviço de Informações de Segurança (SIS) alertou hoje para uma campanha promovida por um Estado estrangeiro para ter acesso a dados de contas do ‘WhatsApp’ e de ‘Signal’ de governantes, diplomatas e militares.
A Europol avisou hoje que o nível de ameaça terrorista e de extremismo violento no território da UE é atualmente considerado elevado, devido à guerra no Médio Oriente, e advertiu que o risco de ciberataques também deverá aumentar.
O Sistema de Alerta Rápido da União Europeia (UE) para produtos não alimentares perigosos registou, em 2025, um número recorde de 4.671 alertas sobre bens como cosméticos, brinquedos e aparelhos elétricos, anunciou hoje a Comissão Europeia.