Gaza fica sem comunicações na quinta-feira por falta de combustível

As comunicações telefónicas e de Internet na Faixa de Gaza vão ser definitivamente interrompidas na quinta-feira, devido à falta de abastecimento de combustível, anunciou hoje o ministro das Comunicações do Governo palestiniano, Yitzhak Sidr.

©Facebook Israel Reports

Em declarações divulgadas pela agência de notícias palestiniana WAFA, o ministro realçou que a falta de comunicações “agravará o desastre humanitário” para a população palestiniana da Faixa de Gaza.

Em particular, prosseguiu, vai afetar entidades como a Defesa Civil, o Crescente Vermelho e outras organizações palestinianas, “o que significa que muitas vidas serão perdidas”.

“Estas ações constituem uma violação do Direito Internacional”, destacou Sidr, que pediu “a todas as instituições internacionais, em particular à União Internacional das Telecomunicações, à Agência para os Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNRWA), ao Crescente Vermelho Árabe, à Cruz Vermelha, organizações de direitos humanos e organizações da sociedade civil que intervenham imediatamente para que entre combustível na Faixa de Gaza”.

O corte das comunicações também vai afetar o balanço de vítimas preparado diariamente pelo Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, que baseia as suas estimativas em informações recebidas pelos hospitais da Faixa de Gaza.

Em 07 de outubro, o Hamas – classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel – efetuou um ataque de dimensões sem precedentes a território israelita, fazendo mais de 1.400 mortos, na maioria civis, e mais de 200 reféns, que mantém em cativeiro na Faixa de Gaza.

Iniciou-se então uma forte retaliação de Israel àquele enclave palestiniano pobre e desde 2007 controlado pelo Hamas, com cortes do abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre que completou na quinta-feira o cerco à cidade de Gaza.

Este conflito provocou, pelo menos, 11.000 mortos na Faixa de Gaza e 1.400 em Israel.

Últimas do Mundo

Os ataques contra igrejas e outros edifícios religiosos estão a gerar preocupação na Europa. Em França, os incêndios criminosos e as tentativas de incêndio aumentaram 112,5% entre 2023 e 2024, segundo o Observatório do Património Religioso. Um relatório internacional identificou ainda mais de 2.200 crimes de ódio anticristãos em vários países europeus durante 2024.
Pelo menos 10 pessoas morreram hoje no acidente entre dois comboios de passageiros de alta velocidade, perto da estação de Urda, em Toledo, Espanha, disse o governo regional de Castela-La Mancha.
Empresária brasileira acusa Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como 'Lulinha', de ter facilitado negócios da construtora portuguesa com entidades públicas do Governo liderado pelo próprio pai. Em causa estão contratos avaliados em cerca de 350 milhões de euros.
Várias centenas de supermercados em França foram alvo, na noite passada, de um ciberataque, que visou sobretudo as instalações frigoríficas, destruindo produtos frescos e congelados, indicaram dois distribuidores à AFP.
O Papa Leão XIV será internado na terça-feira, ao fim da manhã, no hospital Gemelli, em Roma, para ser submetido a uma cirurgia de remoção de um nódulo pulmonar, indicou hoje o Vaticano.
Documentos militares citados pela Relatórios militares apontam para 22 elementos dos serviços de informações e 50 militares marroquinos espalhados por Ceuta. A rede teria como missão vigiar as forças espanholas, testar a sua capacidade de reação e fomentar a instabilidade na cidade.
A Comissão Europeia abriu hoje um processo de infração a Portugal e outros oito Estados-membros por não terem transposto uma diretiva que define três novas substâncias psicoativas como drogas, ficando sujeitas às regras europeias de combate ao narcotráfico.
A Comissão Europeia iniciou hoje um procedimento de infração a Portugal por não ter transposto a mais recente legislação europeia no âmbito da luta contra o branqueamento de capitais.
Eurodeputados portugueses do PS, PCP e Bloco de Esquerda, bem como uma eurodeputada da Iniciativa Liberal, votaram contra uma resolução do Parlamento Europeu que condena a invasão massiva de migrantes registada em Ceuta, manifesta solidariedade à população da cidade espanhola e pede o reforço da proteção das fronteiras externas da União Europeia.
Os eurodeputados portugueses do PS e do PSD votaram lado a lado no Parlamento Europeu a favor das novas regras do CELE 2, o novo mercado europeu de carbono que abrangerá os combustíveis utilizados nos transportes rodoviários e nos edifícios e que deverá fazer aumentar o preço da gasolina e gasóleo.