PR pede mais “consciência crítica” de elites políticas e económicas sobre efeitos da corrupção

O Presidente da República defendeu hoje a necessidade de “elevar a consciência crítica junto das elites políticas e económicas” para inverter “uma nefasta perceção pública” que os efeitos da corrupção têm em “certos setores de atividade em Portugal”.

© Presidência da República

Marcelo Rebelo de Sousa divulgou no site da Presidência da República uma nota para assinalar o Dia Internacional Contra a Corrupção, que hoje se celebra.

“Neste dia Internacional Contra a Corrupção, o Presidente da República sublinha a necessidade de se elevar a consciência crítica junto das elites políticas e económicas de forma a inverter uma nefasta perceção pública sobre os efeitos que o fenómeno da corrupção tem em certos setores de atividade em Portugal”, apelou, sem detalhar a que setores se refere.

O chefe de Estado considera que, “como condição para um bom desempenho económico”, importa também progredir “no combate legislativo e operacional aos fatores de risco mais abundantes identificados pela Comissão Europeia”.

Entres estes, o Presidente aponta “os conflitos de interesses, os financiamentos duplos, a cartelização, ou a ausência de capacidade técnica e de uma cultura organizacional antifraude e economia não-registada”.

Marcelo Rebelo de Sousa deixa ainda uma palavra de reconhecimento a iniciativas que percorrem o país, com a participação de escolas, universidades, observatórios, centros de investigação e organizações não-governamentais, “mobilizando os jovens para a literacia e a ética sobre a corrupção e a transparência, num reforço do papel da sociedade civil para a melhoria dos alicerces da nossa democracia”.

O Dia Internacional contra a Corrupção é celebrado, anualmente, em 09 de dezembro. O objetivo é sensibilizar para o combate e prevenção da corrupção, de modo a mobilizar recursos para a combater, de acordo com uma página governamental.

O tema escolhido para este ano é “UNCAC at 20: Uniting the World Against Corruption” (Unindo o Mundo contra a Corrupção) e assinala o vigésimo aniversário da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção (UNCAC).

Este dia foi implementado através de resolução adotada na Assembleia Geral das Nações Unidas a 31 de outubro de 2003.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA quer que os profissionais da Força Especial de Proteção Civil passem a ser reconhecidos como profissão de desgaste rápido, defendendo que as funções que exercem justificam regras específicas no acesso à aposentação.
A carga fiscal em Portugal manteve-se em níveis elevados em 2025, fixando-se nos 35,4% do Produto Interno Bruto (PIB), ligeiramente acima dos 35,2% registados no ano anterior.
O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, arguido no processo relacionado com despesas em almoços de dirigentes municipais, afirmou que “odeia o que André Ventura representa”.
A Câmara Municipal de Matosinhos adjudicou, por ajuste direto, um contrato à sociedade de advogados Vieira de Almeida, onde a filha da presidente socialista da autarquia, Luísa Salgueiro, exerce funções como advogada estagiária.
A repressão dos protestos no Irão chegou ao Parlamento português. O CHEGA apresentou uma proposta que recomenda ao Governo a expulsão do embaixador iraniano em Portugal, acusando o regime de Teerão de violar direitos fundamentais e reprimir violentamente manifestações pró-democracia.
O CHEGA vai indicar Rui Gomes da Silva para o Conselho Superior da Magistratura e Fernando Silva para o Conselho Superior do Ministério Público, ambos membros do "Governo sombra" do partido, indicou hoje André Ventura.
O líder do CHEGA revelou hoje que chegou a acordo com o PSD sobre as eleições para os órgãos externos e anunciou que os dois partidos vão apresentar uma lista conjunta de candidatos ao Conselho de Estado.
O CHEGA apresentou no Parlamento um projeto de lei que pretende restringir a realização de celebrações muçulmanas em espaços públicos e impor novas regras no financiamento e construção de novas mesquitas no país.
O líder do CHEGA associa a subida do custo de vida à guerra na Ucrânia e defende descida de impostos para aliviar os portugueses.
O grupo municipal do CHEGA em Oeiras apresentou uma moção de censura ao executivo liderado por Isaltino Morais, na sequência da acusação do Ministério Público relacionada com despesas em refeições pagas com fundos públicos.