Ministério Público acusa 16 ativistas da Greve Climática de desobediência

O Ministério Público acusou 16 ativistas do movimento Greve Climática Juvenil do crime de desobediência pelos incidentes ocorridos em 14 de setembro junto ao Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), onde decorria o Conselho de Ministros.

© D.R.

Segundo nota da Procuradoria-Geral Regional de Lisboa, em 14 de setembro, pelas 07:50, os arguidos, inseridos num grupo de estudantes defensores de causas ambientais, deslocaram-se àquele local, em Algés, concelho de Oeiras, “por saberem que, nesse dia, iria aí ocorrer uma reunião do Conselho de Ministros, com a participação presencial de todos os ministros, assim como do primeiro-ministro”.

“Aí chegados, e de acordo com um plano previamente gizado entre todos, decidiram obstruir todas as vias de acesso – pedonais e de veículos – com o desiderato de dificultar o acesso às instalações e, consequentemente, o normal desenrolar da referida reunião”, refere a acusação, acrescentando que “essa manifestação não foi autorizada, nem foi requerida a nenhuma entidade administrativa”.

Por se recusarem a abandonar o local, lê-se na acusação, foi requisitada a presença da Polícia de Segurança Pública para “auxiliar na retirada daquele grupo e na reposição do normal funcionamento do Instituto Português do Mar e da Atmosfera”.

O MP reconhece que a intenção do grupo foi protestar pela defesa do ambiente e pelo fim da energia fóssil.

A investigação foi dirigida pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Oeiras/Comarca de Lisboa Oeste.

No dia 14 de setembro, a PSP escreveu em comunicado que os manifestantes tinham bloqueado os portões de acesso às instalações IPMA, acorrentando-se e colando-se aos portões e portas de acesso ao edifício.

A polícia relatou ainda que os manifestantes foram sensibilizados para se desacorrentarem e libertarem o acesso às instalações, mas não acataram as ordens dos polícias, pelo que foram detidos 16 ativistas por desobediência e identificados outros três por participarem na ação de protesto.

Os ativistas pelo clima têm realizado nos últimos meses manifestações e ações para reivindicar o fim ao fóssil até 2030 e eletricidade 100% renovável e acessível até 2025, exigindo que este seja o último inverno em que o gás fóssil é utilizado em Portugal.

Últimas do País

Um homem foi atraído para uma emboscada, mantido em cativeiro durante três horas e ameaçado por um grupo que exigia o pagamento de uma alegada dívida de 40 mil euros. Meses depois, os suspeitos invadiram a casa da vítima e obrigaram o casal a transferir 16 mil euros.
Mais de cem professores da zona de Lisboa foram convocados para classificar exames nacionais, mas estavam de férias ou baixa médica, revelou hoje o ministro da Educação, que insistiu na necessidade de um novo modelo de seleção.
O número de sinistros participados devido ao mau tempo que atingiu o país no início do ano ultrapassou os 219 mil, anunciou a Associação Portuguesa de Seguradores (APS), que estima um custo total de 1.400 milhões de euros.
O presidente do CHEGA revela que desapareceram documentos e duas 'pens' com informação relacionada com a Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves e com o gabinete do primeiro-ministro. A Polícia Judiciária está a investigar.
A GNR deteve, nos primeiros quase sete meses deste ano, 155 suspeitos da prática do crime de incêndio florestal, depois de em 2025 ter registado 5.301 crimes ligados a este delito, foi revelado esta terça-feira.
O incêndio em Rochoso, Guarda, que começou às 13:51 de segunda-feira, tem três frentes ativas hoje de manhã, que estão a ser combatidas por 320 operacionais, 90 viaturas e 11 meios aéreos, disse a Proteção Civil.
Cerca de 300 pessoas tiveram de ser retiradas das suas habitações hoje de noite, em Setúbal, devido a um incêndio num estacionamento subterrâneo, onde arderam seis veículos, disse à Lusa fonte da proteção civil.
Documentos espalhados pelo chão, mobiliário remexido e evidentes sinais de intrusão. Foi este o cenário encontrado, na manhã desta terça-feira, no gabinete do presidente do CHEGA, André Ventura. O caso surge poucas horas depois de o líder do partido ter exigido, em entrevista à CMTV, um maior escrutínio sobre os casos polémicos que envolvem o antigo diretor nacional da Polícia Judiciária e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.
O Ministério da Educação registou até agora 15 mil pedidos de reapreciação de prova, mais do dobro dos 6.200 pedidos registados na primeira fase do ano passado, anunciou hoje o ministro.
Um homem de 31 anos suspeito de ter matado um primo, de 52, no concelho de Ansião, no domingo à noite, foi detido, disse hoje fonte do Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana (GNR).