14 Julho, 2024

Governo espanhol expulsou 1.592 migrantes e devolveu 392 no 1.º semestre de 2023

O Governo espanhol expulsou 1.592 migrantes e devolveu 392 no primeiro semestre de 2023, representativos de 15,6% do número total de entradas irregulares neste período de tempo (12.704), foi hoje anunciado.

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Segundo a Europa Press, a informação ficou clara numa resposta parlamentar às deputadas do Grupo Parlamentar Popular Isabel María Borrego Cortés e Ana Belén Vázquez Blanco, na qual as mesmas perguntaram ao executivo qual era o número de migrantes retornados aos seus países de origem ou países habituais de retorno, discriminados por país e por ano, de 2018 até à data.

No texto, ao qual a Europa Press teve acesso, o Governo espanhol informou que em 2021 houve 2.025 expulsões e 1.569 retornos de migrantes, 8,5% das 41.945 entradas que ocorreram irregularmente em Espanha de 01 de janeiro a 31 de dezembro. Entretanto, em 2022, foram registadas 2.627 e 1.015, o que representa 11,6% das 31.219 entradas.

No que diz respeito às nacionalidades dos imigrantes, o Governo sublinhou que não é possível fornecê-las “porque isso poderia afetar os procedimentos para este tipo de dossier”.

Precisamente, o ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, na sua comparência esta quarta-feira no Congresso, sublinhou, em resposta aos porta-vozes parlamentares, que Espanha é um dos países da União Europeia “que mais retornos tem tido”. Neste ponto, também expressou aos grupos as complicações que surgem quando se trata de realizar esta ação.

“Acrescentou que, em países como o Senegal e a Gâmbia, “as remessas da migração irregular” representam “entre 10 e 15% do seu PIB” (Produto Interno Bruto).

Da mesma forma, o Ministro do Interior destacou a “cooperação coordenada” com estes países. “Acham que se não houver cooperação coordenada, colaboração e planos, eles vão aceitar?”, questionou.

Até agora, em 2023, um total de 50.551 migrantes chegaram a Espanha de forma irregular. Este é o segundo ano com mais chegadas depois de 2018 (mais de 57.000) e o primeiro para as Ilhas Canárias, com 35.410, à frente de 2006, quando ocorreu a chamada “crise de cayuco” e 31.678 pessoas chegaram ao arquipélago, de acordo com os dados do balanço do ministério do Interior espanhol em 30 de novembro de 2023.

Esta segunda-feira, 18 de dezembro, é o Dia Internacional dos Migrantes.

Agência Lusa

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