Estados Unidos anunciam morte de “número três” do Hamas em operação israelita

O “número três” do grupo islamita palestiniano Hamas, Marwan Issa, foi morto na semana passada durante uma operação do Exército israelita na Faixa de Gaza, anunciou hoje a Casa Branca.

©Facebook Israel Reports

 

“Marwan Issa foi morto durante uma operação israelita na semana passada”, revelou o conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, em conferência de imprensa.

O Exército israelita relatou um ataque aéreo “no centro da Faixa de Gaza, perto de Nuseirat”, contra uma “base subterrânea”, que foi “usada por dois altos líderes da organização”, incluindo Marwan Issa.

Israel, porém, não confirmou a morte do combatente palestiniano, nascido em 1965, que era adjunto de Mohammed Deif, líder das brigadas Al-Qassam, o braço armado do Hamas.

O anúncio da morte do alto responsável do Hamas surge no dia em que Jake Sullivan também deu conta de uma conversa entre o Presidente norte-americano, Joe Biden, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Natanyahu.

No decurso da conversa, Netanyahu concordou em enviar a Washington uma equipa para discutir com a administração norte-americana uma possível operação em Rafah, no sul da Faixa de Gaza.

Segundo o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, foi alcançado, na telefonema hoje mantidi entre o Presidente norte-americano e Netanyahu, “um ponto em que cada lado deixou clara ao outro a sua perspetiva” acerca de uma intervenção militar israelita em Rafah, no enclave mergulhado numa grave crise humanitária desde o início do conflito entre Israel e o movimento islamita Hamas, que governa o território.

Sullivan indicou que o Presidente dos Estados Unidos acredita que uma grande ofensiva terrestre seria “um erro”, e providenciou para que uma delegação israelita se deslocasse a Washington para discutir o assunto.

Depois de ter sido o aliado mais próximo de Telavive, logo após o ataque terrorista do Hamas em solo israelita, em 07 de outubro, a administração de Biden tem-se afastado progressivamente de Netanyahu, e as divergências são hoje públicas.

A frustração de Biden ficou patente numa entrevista recente à MSNBC, na qual afirmou que Netanyahu estava a “prejudicar Israel”.

A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada em 07 de outubro com um ataque em solo israelita do Hamas, que deixou 1.163 mortos, na maioria civis, levando ainda cerca de 250 reféns, dos quais 130 dos quais permanecem em cativeiro no enclave.

Em retaliação, Israel declarou uma guerra total para erradicar o grupo palestiniano, tendo sido mortas nas operações militares em grande escala mais de 31 mil pessoas, na maioria mulheres e crianças, de acordo com as autoridades locais, controladas pelo Hamas.

O conflito, que ameaça alastrar a várias regiões do Médio Oriente, fez também quase dois milhões de deslocados, mergulhando o enclave palestiniano sobrepovoado e pobre numa grave crise humanitária.

Últimas do Mundo

Uma central nuclear em França foi desligada na noite de segunda-feira devido a “restrições ambientais” relacionadas com a onda de calor, anunciou um porta-voz da unidade.
A polícia de Hong Kong levou hoje a tribunal um brasileiro que chegou ao aeroporto do território com quase três quilogramas de cocaína, no valor de mais de 210 mil euros.
As autoridades francesas anunciaram hoje que o país centro-europeu enfrenta uma semana de temperaturas recorde, numa onda de calor com máximas diurnas acima de 40 graus.
A polícia encontrou 2,7 toneladas de cocaína numa propriedade nos arredores de Sydney, na maior apreensão de droga alguma vez registada na Austrália, revelaram hoje as autoridades.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou hoje que vai demitir a liderança do Partido Trabalhista, iniciando o processo para a sua sucessão à frente do Governo dois anos após ser eleito com maioria absoluta.
A França colocou os serviços de emergência e as forças militares em alerta para os incêndios florestais, restringiu o consumo de álcool em público e cancelou alguns eventos desportivos ao ar livre face à onda de calor.
A mulher do primeiro-ministro espanhol vai a julgamento por crimes como tráfico de influência, corrupção e desvio de fundos públicos, sendo impedida de sair do país, entre outras medidas, a decisão hoje um juiz.
Um tribunal iraniano condenou a cantora Parastu Ahmadi e oito músicos a 74 chicotadas, dois anos de proibição de viajar e dois anos de interdição de atividades por participarem num concerto sem cumprirem as normas islâmicas.
A Organização das Nações Unidas (ONU) denunciou esta quarta-feira que os assassinatos e as mutilações de menores em conflitos armados aumentaram 34% em 2025.
A investigação criminal apurou a identificação de cerca de 120 'clientes', tendo sido também acusados 29, mas apenas 28 foram condenados.