Presidente do México defende petróleo e alerta para riscos de transição energética

O Presidente do México defendeu o petróleo como motor do "progresso dos povos", ao mesmo tempo que alertou para os riscos de uma transição energética demasiado apressada.

© Facebook de Andrés Manuel López Obrador

 

“No México e no mundo, o petróleo sempre despertou cobiça, gerou opressão, violência e subjugação, mas também significou progresso, justiça, patriotismo e bem-estar para o povo”, disse Andrés Manuel López Obrador, num discurso proferido na segunda-feira para assinalar o aniversário da ‘Expropiación Petrolera’.

Há 86 anos, o então Presidente mexicano Lázaro Cárdenas expropriou o petróleo das empresas privadas estrangeiras e tornou o produto propriedade do México, uma data assinalada com um feriado no país da América do Norte.

López Obrador considerou Cárdenas como uma das suas grandes referências, sublinhando que o petróleo do México “sempre foi uma tentação para os seus e, sobretudo, para os estrangeiros”.

Sobre as posições que defendem o fim do uso de combustíveis fósseis e a substituição por energias limpas e renováveis, o governante deixou um aviso: “devemos calcular bem o momento dessa transição energética para que o México não volte a ficar dependente do exterior, deixando de investir na extração de petróleo e na produção de gasolina e combustíveis antecipadamente”.

A Comissão Federal de Eletricidade (CFE) mexicana adquiriu recentemente 13 centrais da empresa energética espanhola Iberdrola, no que o Presidente descreveu como um novo “ato de nacionalização”.

Há duas semanas, o candidato presidencial da oposição, Xóchitl Gálvez, prometeu fechar as refinarias de Cadereyta e Ciudad Madero, ambas no nordeste do México, por causa dos poluentes.

“Enquanto não tivermos a certeza absoluta de que podemos substituir o petróleo sem dificuldade e num curto espaço de tempo, vamos continuar com a estratégia que adotámos”, salientou, num evento na Torre Pemex, sede da Petróleos Mexicanos, na capital mexicana.

Em janeiro, o presidente da petrolífera mexicana, Octavio Romero Oropeza, disse que o Governo de López Obrador tinha investido, desde dezembro de 2018, cerca de 574 mil milhões de pesos (mais de 31 mil milhões de euros) na Pemex.

Este investimento inclui a reabilitação das seis refinarias existentes, a aquisição da refinaria Deer Park nos Estados Unidos e a construção da nova refinaria Dos Bocas, no sudeste do México.

Em novembro de 2018, a Pemex produzia 300 mil barris por dia de gasolina, gasóleo e combustível para aviões. No ano passado, produziu 655 mil, de acordo com as autoridades.

Últimas de Economia

Os preços homólogos da produção industrial aumentaram 5,8% na zona euro e 5,6% na União Europeia (UE) em julho, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.
Quase metade dos europeus só consegue comprar o equivalente a um apartamento com até 50 metros quadrados, revela um novo estudo da Universidade Técnica de Viena, que inclui o mercado de habitação português entre os "sistematicamente inacessíveis".
A escalada do petróleo nos mercados internacionais ameaça provocar uma subida de 14 cêntimos por litro no gasóleo e de sete cêntimos na gasolina.
Os novos contratos de empréstimos para habitação aumentaram 166 milhões de euros em julho, para 2.345 milhões de euros, atingindo o valor mais elevado da série, informou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A remuneração dos novos depósitos a prazo aumentou em julho pelo sexto mês consecutivo, para 1,59%, tendo o montante de novas operações de depósito atingido um máximo histórico, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As empresas comunicaram 375 despedimentos coletivos até julho, o que representa um aumento de cerca de 13% face ao período homólogo, segundo os dados divulgados hoje pela Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).
O consumo de energia elétrica em Portugal aumentou 3,1% entre janeiro e agosto, com a produção solar a atingir, no mês passado, um novo máximo de potência, segundo dados divulgados pela REN.
Os juros da dívida pública a 20 anos subiram para 4,26%, o valor mais elevado desde 2017, numa altura em que a escalada da inflação e os receios de novas subidas das taxas de juro estão a castigar as obrigações soberanas.
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) alertou hoje para o crescimento de situações de fraude e burla associadas a supostos investimentos no mercado de capitais, através de contactos não solicitados e campanhas de publicidade enganosa 'online'.
A taxa de inflação anual na zona euro acelerou 1,3 pontos percentuais em agosto, face ao mesmo mês de 2025, para 3,3%, sobretudo devido aos preços da energia, com Portugal a registar 3,6%, acima da média.