CHEGA isolado na Defesa da pátria


Apenas o CHEGA defendeu a pátria contra o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Foi no passado dia 15 de maio que aconteceu o debate de urgência, convocado pelo CHEGA, sobre as declarações de Marcelo, relativamente às antigas colónias.

© Folha Nacional

Segundo a Lusa, “na abertura do debate de urgência, no parlamento, pedido pelo CHEGA, sobre este tema, André Ventura considerou que as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa representam uma profunda traição sem paralelo na história portuguesa.”

“O presidente do CHEGA, dirigiu-se aos antigos combatentes, retornados e espoliados das províncias do Império”, considerando que “no saldo do dever e do haver” se houvesse “alguma coisa para pagar” seria “esse mundo fora que teria que pagar a Portugal”.

Ventura questionou o Governo, representado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, se “algum dia fará uma diligência, para a reparação às antigas colónias.”

Desde a extrema-esquerda até à direita, o CHEGA foi o único partido que se atravessou perante a defesa da pátria, acusando mesmo os outros partidos de serem traidores da pátria dentro o hemiciclo, com André Ventura a afirmar que “esta pátria e este país que amamos nunca estarão de joelhos perante o mundo.” Já sobre os escravos, o presidente do CHEGA afirmou que “eles já existiam e eram traficados há séculos quando Portugal chegou ao continente africano”.

Escreve a Lusa que “o Presidente da República declarou sobre o período colonial, durante um encontro com órgãos de comunicação social estrangeiros, a 23 de abril, que são responsáveis por aquilo que fizera, e continuaram”. 

“Não é pedir desculpa e passou, ficamos amigos, não. O que fizemos lá, nos massacres, teve custos. Há que pagar os custos. Ainda é possível pagar hoje, paga-se. Trata-se de bens que foram espoliados e não foram devolvidos, quando se provou que eram espoliados. Então vamos ver como é que se consegue fazer a reparação disso”.

Note-se que, nos termos do artigo 308.º do Código Penal, comete o crime de traição à pátria, “aquele que, por meio de usurpação ou abuso de funções de soberania: tentar separar a mãe-pátria ou entregar a um país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira todo o território português ou parte dele; ou ofender ou puser em perigo a independência do país”.

Por sua vez, o artigo 328.º do Código Penal estabelece que “injuriar ou difamar o Presidente da República” constitui um crime de ofensa à honra do chefe de Estado e “é punido com pena de prisão até três anos ou com pena de multa”, e quando “a injúria ou a difamação forem feitas por meio de palavras proferidas publicamente”, a pena agravada para “de seis meses a três anos ou com pena de multa não inferior a 60 dias”.

No mesmo artigo, prevê-se ainda de que “o procedimento criminal cessa se o Presidente da República expressamente declarar que dele desiste”.”

No fim do debate, as posições de todos os partidos ficaram do lado oposto do CHEGA, em relação à possível traição à pátria pelo Presidente da República.
Saliente-se que, ao longo de todo este processo, o CHEGA tem defendido que a não indemnização das antigas colónias, uma vez que “tudo o que foi deixado pelos portugueses nesses territórios, também não será devolvido” e após reunião do grupo parlamentar ficou decidido se avançar com a queixa-crime ao Presidente da República.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA condenou hoje o ataque contra participantes na Marcha pela Vida e pediu todos os esclarecimentos à PSP e Governo, considerando que não pode haver violência "boa ou má" conforme se é de esquerda ou de direita.
O presidente do CHEGA disse hoje ter garantia "política e negocial" que haverá dois nomes indicados pelo PSD e um pelo seu partido para os juízes para o Tribunal Constitucional, eleições cuja data será definitivamente proposta na quarta-feira.
O presidente do CHEGA disse hoje que há condições para aprovar nos próximos dias a nova lei do retorno proposta pelo Governo com alterações do seu partido, esperando que o Tribunal Constitucional não volte a ser "força de bloqueio".
Pagar a casa já é difícil. Pagar ao banco para sair mais cedo do crédito pode tornar-se ainda mais. É precisamente isso que o CHEGA quer mudar. O partido apresentou no Parlamento um projeto de lei que pretende acabar com a comissão cobrada pelos bancos quando os clientes fazem reembolsos antecipados em créditos à habitação com taxa variável.
O CHEGA quer que Portugal leve à União Europeia e às Nações Unidas uma proposta para classificar o movimento Antifa como organização terrorista. A iniciativa deu entrada no Parlamento através de um projeto de resolução e coloca o tema da segurança e da violência política no centro do debate.
O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou Bruxelas de ser "símbolo de censura e ditadura" e salientou o papel do seu partido no combate à imigração ilegal em Portugal.
Meses depois das tempestades que deixaram um rasto de destruição em várias regiões do país, continuam as dúvidas sobre como estão a ser atribuídos os apoios públicos. Quem recebeu? Quem ficou de fora? E com base em que critérios?
Décadas depois de terem servido Portugal em cenários de guerra, muitos Antigos Combatentes continuam a viver com pensões baixas e a lidar com as consequências físicas e psicológicas do serviço militar. Para o CHEGA, o apoio atualmente dado pelo Estado está longe de refletir esse sacrifício.
O líder do CHEGA aponta máximos históricos no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e acusa o Governo de encher os cofres à custa do aumento dos preços, enquanto famílias enfrentam um cabaz alimentar em máximos históricos.
Depois da saída precoce do enfermeiro, o Governo volta a nomear um responsável para a Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis (EMER 2030) sem ligação direta ao setor, mantendo a estrutura no centro da contestação política.