Rússia acelera campanha de desinformação para Jogos Olímpicos

A empresa Microsoft alertou que a Rússia aumentou a campanha de desinformação dirigida aos Jogos Olímpicos Paris2024, visando, em particular, aumentar o receio de atos violentos durante o evento

O Centro de Análise de Ameaças da Microsoft (MTAC, na sigla em inglês), gerido pela gigante tecnológica norte-americana, referiu dois grupos de influência russa, Storm-1679 e Storm-1099, combinam “velhas táticas com inteligência artificial para realizar atividades prejudiciais”.

A campanha visa, entre outras coisas, difamar a França, o presidente francês, Emmanuel Macron, bem como o Comité Olímpico Internacional (COI), de acordo com uma mensagem publicada no domingo no portal da Microsoft.

De acordo com o MTAC, o grupo Storm-1679 tem publicado vídeos com informação falsa online, numa tentativa de “semear o medo para dissuadir os espetadores de comparecer aos Jogos”.

Um dos vídeos, produzido de forma similar ao conteúdo do canal televisivo de notícias France 24, alega, de forma falsa, que 24% dos ingressos vendidos foram depois devolvidos por receio da ocorrência de um ataque durante os Jogos.

De acordo com os termos e condições de venda, os bilhetes para os Jogos Olímpicos de Paris2024 não podem ser devolvidos.

No início de abril, o comité organizador dos Jogos disse que já tinham sido vendidos nove milhões de ingressos.

Um outro vídeo divulgado pelo grupo Storm-1679, que alega ser uma mensagem da principal agência de informações norte-americana, a CIA, e da Direção Geral de Segurança Interna francesa, aconselha os cibernautas a não viajaram para a França devido ao risco de ataque.

De acordo com o MTAC, o outro grupo, o Storm-1099, criou uma rede de 15 portais, que aparentam ser meios de comunicação legítimos, com conteúdo escrito em francês.

Estas plataformas alertam também para possíveis ataques durante os Jogos, criticando Macron e o governo francês, nomeadamente, de serem indiferentes aos problemas dos franceses.

O MTAC disse esperar que as atividades de desinformação da Rússia se intensifiquem, sobretudo em francês, mas também em inglês, alemão e outras línguas, à medida que a cerimónia de abertura se aproxima.

Últimas do Mundo

A Europa investiu cerca de 45 mil milhões de euros em novos projetos eólicos em 2025, aproximadamente 21 gigawatts (GW), mas o ritmo de implementação permanece "aquém do necessário" face aos objetivos, incluindo em Portugal, segundo um estudo.
O historiador de arte e até aqui presidente do Palácio de Versalhes, Christophe Leribault, vai ser o próximo responsável máximo pelo Museu do Louvre, em Paris, anunciou hoje o Governo francês.
Uma perfuração supostamente causada pelo impacto de uma bala foi descoberta na fuselagem de um avião da American Airlines que fez a ligação entre Medellín, na Colômbia, e Miami, Estados Unidos.
As autoridades belgas abriram uma investigação após a descoberta de pornografia infantil na cela do pedófilo belga Marc Dutroux, em prisão perpétua pela violação de seis raparigas e homicídio de quatro delas, confirmou o Ministério Público local.
O antigo ministro trabalhista britânico Peter Mandelson foi detido hoje em Londres sob suspeita de má conduta em cargo público, anunciou a Polícia Metropolitana.
O calor extremo aumentou cerca de 10 vezes na maioria das regiões da Europa central e do sul entre 2010 e 2024, em comparação com o período 1961/1990, indica um estudo divulgado hoje.
Um homem de nacionalidade sueca, procurado pela Interpol e que detinha passaporte diplomático como conselheiro especial do Presidente são-tomense, Carlos Vila Nova, foi detido pela Polícia Judiciária são-tomense, na ilha do Príncipe, disse hoje à Lusa fonte judiciária.
Os dois executores do testamento de Jeffrey Epstein propuseram um acordo de 25 milhões de dólares (21,2 milhões de euros) às vítimas do criminoso sexual norte-americano que interpuseram uma ação coletiva contra ambos, segundo uma minuta hoje publicada.
As forças policiais de 16 países africanos detiveram 651 pessoas e desmantelaram redes de cibercrime que extorquiram um total de 38 milhões de euros a centenas de vítimas, anunciou hoje a Interpol.
A polícia do Reino Unido deteve hoje Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Carlos III, por suspeita de má conduta em cargo público, noticiaram meios de comunicação social britânicos.