Dezenas de ativistas detidos por suspeita de quererem perturbar aeroportos britânicos

Vinte e sete pessoas suspeitas de estarem envolvidas nos planos do grupo ambientalista Just Stop Oil para perturbar os aeroportos britânicos foram detidas esta semana no Reino Unido, revelou hoje a polícia londrina.

© site Just Stop Oil

“Sabemos que a Just Stop Oil está a planear perturbar aeroportos em todo o país este verão e é por isso que agimos de forma rápida e decisiva”, declarou o chefe da investigação da Polícia Metropolitana, Ian Howells, num comunicado.

As detenções foram efetuadas ao abrigo de uma disposição de uma lei sobre a ordem pública aprovada recentemente que permite à polícia prender suspeitos de quererem perturbar infraestruturas nacionais.

“A nossa posição é muito clara: qualquer pessoa que comprometa a segurança aeroportuária em Londres pode esperar uma resposta firme da polícia e do pessoal de segurança”, disse Howells.

De acordo com a polícia, quatro pessoas foram detidas na terça-feira depois de terem sido identificadas no aeroporto de Gatwick e foram libertadas sob medidas de coação.

Outras seis pessoas foram detidas em Londres na quinta-feira, num evento anunciado publicamente para promover a perturbação dos aeroportos, informou a polícia.

A polícia afirmou que entre os detidos se encontravam membros da Just Stop Oil suspeitos de serem os responsáveis pela organização das ações de protesto planeadas.

Hoje de manhã foram detidas 17 outras pessoas nas suas casas em todo o país.

“Isto não é democracia. Isto é um estado policial”, denunciou o Just Stop Oil, que publicou vídeos de algumas das detenções na rede social X (antigo Twitter).

O grupo, que se notabilizou por fazer protestos arrojados e controversos em grandes eventos desportivos e por atacar obras de arte famosas em museus, exige o fim da exploração dos combustíveis fósseis até 2030.

Mais recentemente, o Just Stop Oil realizou ações no local pré-histórico de Stonehenge e atacou jatos privados no aeroporto londrino de Stansted, onde esperavam encontrar o avião da artista norte-americana Taylor Swift.

Últimas do Mundo

A secção do Ministério Público federal alemão responsável pelo combate às ameaças terroristas anunciou hoje que vai investigar a hipótese de terrorismo e sabotagem no apagão em parte de Berlim, ocorrido sábado.
Os agricultores da União Europeia (UE) terão ao seu dispor, no próximo quadro financeiro plurianual 2028-2034, um montante reservado de 293,7 mil milhões de euros, garantiu hoje a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Um ato de sabotagem contra a rede elétrica mergulhou bairros inteiros do sudoeste de Berlim no caos, afetando dezenas de milhares de pessoas, empresas e serviços essenciais. As autoridades alemãs falam agora num ataque deliberado reivindicado por um grupo extremista.
Mais de 150 residentes tiveram hoje de ser retirados de um complexo de habitação pública em Hong Kong, devido ao segundo incêndio a atingir um bairro social em dois dias.
O Governo português confirmou e lamentou hoje a morte da cidade portuguesa que foi desaparecida após o incêndio ocorrido numa Estância de Esqui em Crans-Mointana, na Suíça, na noite do fim de ano.
Milhares de residências no sudoeste de Berlim afetadas por um corte de quase 24 horas no fornecimento de energia elétrica recuperaram-no esta madrugada, enquanto as autoridades investigam uma possível sabotagem.
A Polícia do Cantão de Valais anunciou hoje que foi aberta uma investigação criminal contra o casal francês que administrava o bar "Le Constellation" em Crans Montana, na Suíça, onde ocorreu um trágico incêndio na véspera de Ano Novo.
As pensões da Segurança Social portuguesa de 678 emigrantes no Luxemburgo e na Suíça foram suspensas por estes não terem provado atempadamente que estão vivos, mas estes valores serão pagos assim que realizadas as provas de vida, segundo dados oficiais.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que o homólogo da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado e retirado à força do país, depois de os Estados Unidos terem realizado um “ataque em grande escala” no país.
Uma mulher de nacionalidade portuguesa está entre os feridos do incêndio num bar da estância de ski de Crans Montana, na Suíça, existindo ainda uma outra desaparecida, avançou à Lusa o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).