“Não vamos comprar tantos comboios de alta velocidade quanto a CP queria”

O ministro das Infraestruturas disse hoje, no parlamento, que a CP – Comboios de Portugal não vai comprar tantos comboios de alta velocidade quanto gostaria, pois o Governo defende que outras empresas devem também entrar nesse mercado para criar concorrência.

©CP-Comboios de Portugal

“Não vamos comprar tantos comboios quanto a CP queria. A CP tinha a ambição de comprar comboios que lhe dariam uma quota de mercado de 80% e não acho isso saudável para o mercado”, disse Pinto Luz, sem adiantar mais informações.

Ainda na audição na Comissão de Economia e Obras Públicas, o governante afirmou que a CP deve estar no mercado bem guarnecida de equipamento e com qualidade de serviço, mas que “não terá monopólio” na alta velocidade pois essa não é a visão deste Governo sobre como deve funcionar a economia.

Sobre ter havido apenas uma proposta firme (da Mota-Engil) para o concurso público internacional para a construção e gestão do primeiro troço da linha de Alta Velocidade Porto – Lisboa, o ministro disse que chegou a haver risco de ficar vazio, mas que mesmo assim “não é saudável que um concurso desta envergadura tenha um único concorrente”.

“Ainda bem que temos pelo menos um para não atrasar, mas queremos que no futuro haja mais, a concorrência é saudável”, disse.

Últimas de Economia

O preço eficiente do gasóleo aumentou, esta semana, 1,2% para 2,289 euros, indicou hoje a ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.
A prestação média mensal dos empréstimos para habitação própria permanente atingiu em setembro os 450 euros, o valor mais alto desde o início da série, em 2018, e mais 9% em termos homólogos, divulgou hoje o BdP.
As instituições de crédito em Portugal concederam em setembro 2.171 milhões de euros para novos empréstimos à habitação, um aumento de 4,2% em termos homólogos, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As dificuldades económicas estão a condicionar os projetos familiares dos mais novos. Metade dos jovens adia a decisão de ter filhos devido à insegurança financeira.
As previsões do Governo apontam para a manutenção da taxa-base máxima dos Certificados de Aforro no próximo ano. A evolução da Euribor deverá permitir que os portugueses continuem a receber juros de 2,5% na série F.
O Estado desembolsou 138,8 milhões de euros para comprar a participação da Fidelidade na REN. O valor pago inclui um prémio de 8,34% face à média de mercado dos últimos seis meses.
O défice do Serviço Nacional de Saúde (SNS) deverá mais do que duplicar no próximo ano, agravando-se em 1.377 milhões de euros. Apesar da intenção de reduzir os gastos com bens e serviços, a despesa aumentou 9,3% em 2026 e deverá continuar a subir.
A receita fiscal do Estado totalizou 51.161,9 milhões de euros até setembro, crescendo 6,5% em relação aos nove primeiros meses de 2025, impulsionada pelo IRS e IVA, indicam dados hoje divulgados pela Entidade Orçamental (EO).
A prestação da casa vai subir em novembro para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações feitas pela Deco Proteste para a agência Lusa.
A taxa de inflação situou-se nos 3,8% em outubro, face a 3,6% em setembro, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).