“Não vamos comprar tantos comboios de alta velocidade quanto a CP queria”

O ministro das Infraestruturas disse hoje, no parlamento, que a CP – Comboios de Portugal não vai comprar tantos comboios de alta velocidade quanto gostaria, pois o Governo defende que outras empresas devem também entrar nesse mercado para criar concorrência.

©CP-Comboios de Portugal

“Não vamos comprar tantos comboios quanto a CP queria. A CP tinha a ambição de comprar comboios que lhe dariam uma quota de mercado de 80% e não acho isso saudável para o mercado”, disse Pinto Luz, sem adiantar mais informações.

Ainda na audição na Comissão de Economia e Obras Públicas, o governante afirmou que a CP deve estar no mercado bem guarnecida de equipamento e com qualidade de serviço, mas que “não terá monopólio” na alta velocidade pois essa não é a visão deste Governo sobre como deve funcionar a economia.

Sobre ter havido apenas uma proposta firme (da Mota-Engil) para o concurso público internacional para a construção e gestão do primeiro troço da linha de Alta Velocidade Porto – Lisboa, o ministro disse que chegou a haver risco de ficar vazio, mas que mesmo assim “não é saudável que um concurso desta envergadura tenha um único concorrente”.

“Ainda bem que temos pelo menos um para não atrasar, mas queremos que no futuro haja mais, a concorrência é saudável”, disse.

Últimas de Economia

Cento e quinze mil apólices de seguro já foram acionadas na sequência do mau tempo, disse hoje o coordenador da Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País, Paulo Fernandes.
Carga fiscal por habitante sobe para 6.728 euros em 2025. Receita supera o previsto e Estado arrecada mais 99 milhões do que o orçamentado.
O ministro da Economia disse hoje no Sobral de Monte Agraço que já foram recebidos pedidos de apoio de quatro mil empresas, que declararam quase mil milhões de euros de prejuízos provocados pelo mau tempo.
O CHEGA apresentou na Assembleia da República um projeto de lei que visa revogar o Adicional ao Imposto Municipal sobre Imóveis (AIMI), conhecido como “imposto Mortágua”, criado em 2016 no âmbito do Orçamento do Estado para 2017.
Os contribuintes vão poder validar as faturas relativas ao IRS de 2025 no Portal até 02 de março, em vez da data regular de 28 de fevereiro, segundo uma informação da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT).
A produção automóvel em Portugal desceu 7,8% em janeiro, face ao mês mesmo de 2025, para 21.746 veículos, segundo dados hoje divulgados pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP).
A produção industrial aumentou 1,5% em 2025, tanto na zona euro como no conjunto da União Europeia (UE), relativamente a 2024, revelam dados hoje divulgados pelo serviço estatístico comunitário, o Eurostat.
O setor do alojamento turístico registou, em 2025, 32,5 milhões de hóspedes e 82,1 milhões de dormidas, representando subidas respetivas de 3,0% e 2,2%, mas abrandando face ao ano anterior, segundo o INE.
O excedente do comércio externo de bens da zona euro recuou, em 2025, para os 164,6 mil milhões de euros e o da UE para os 133,5 mil milhões de euros, divulga hoje o Eurostat.
Perderam a casa, o armazém ou a exploração agrícola com a tempestade, mas antes de receberem ajuda do Estado têm de provar que não devem um euro ao Fisco. O Governo decidiu condicionar os apoios às vítimas da tempestade Kristin à situação fiscal regularizada.