Dos Investimentos Financeiros à Higiene Pública, muito falta na Cidade de Coimbra…

© Folha Nacional

Há muito que a esta urbe, simbolicamente lhe foi dado o nome da Terra da Saudade, assente na sua etimologia de cidade dos estudantes, dos amores trágicos e das amizades eternas. Alicerçada numa via de comunicação fluvial que satisfazia, quer as populações a norte do Distrito, quer a sul do mesmo, Coimbra é uma cidade com cerca de 9 séculos de história, detentora de uma universidade que é das mais antigas de toda a Europa, em tempos considerada a 3.ª maior cidade do país, viu-se dissipar toda esta importância, fruto das “más escolhas estratégicas” feitas com o calcorrear dos tempos.

Atualmente este “estaleiro a céu aberto” do “Metromondego”, vive incessantemente vergado aos acólitos do “colarinho branco” e aos poderes por si detidos, originando um atraso empresarial, comercial e tecnológico ao longo dos últimos 40 anos.

Não é de agora, que esta cidade é demasiadamente desconsiderada e esquecida. Não estamos só a falar do completo abandono empresarial e comercial da Baixa da Cidade, ou da falta de segurança da mesma, ou do desinvestimento do Governo Central no que ao Polo da Justiça diz respeito, ou da Nova Maternidade prometida pelo anterior governo socialista, ou da ida de empresas multinacionais para Distritos Limítrofes, quando se poderiam ter ancorado cá.

Nos dias de hoje é visível, o completo relaxe e desleixo a que este espaço urbano está votado, no que à limpeza e higiene diz respeito. A urbanidade deve imperar, mas há limites para o razoável. Nas últimas semanas foram visíveis em diversos locais da nossa, que também é vossa cidade, múltiplos monos, objetos deteriorados na via pública, ratos e ratazanas à vista de todos quantos quiseram ter os olhos bem abertos. As obras existentes e a recorrente falta de limpeza em certos locais, acaba por ser um atentado à Saúde Pública de todos quantos cá vivem e de todos quantos nos procuram e visitam turisticamente.

Ó, cidade bela e harmoniosa, que tuas ruas viste carregadas de gentes e pregões… hoje não passas duma triste imagem do passado onde, o “Flautista de Hamelin” terá de fazer o seu trabalho e encantar os Ratos e Ratazanas existentes… “E esta hein!!!

 

Artigos do mesmo autor

Numa era de incertezas, Portugal navega por águas turbulentas de desafios económicos e sociais, urgindo “cortar o mal pela raiz”. O 25 de Novembro de 1975, que hoje se comemora, foi um momento de coragem coletiva que o povo português, representados pelas Tropas Comandos, guiaram com um espírito de moderação e liberdade, e repeliram verdadeiramente […]

A discussão da proposta de OE é sempre um tema que colhe a atenção generalizada da sociedade civil, pessoas singulares e coletivas – tal é o impacto que tem nas suas vidas. Da análise transversal ao OE para 2026 apresentada pelo Ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, em outubro de 2025, conclui-se […]

Os Incêndios, em Portugal, são mais do que uma tragédia cíclica: são um espelho do que corre mal no Estado. Cada vez que o país arde, não se queimam apenas hectares de floresta ou casas de famílias que nunca recuperarão; arde também a confiança dos cidadãos nas instituições. Recentemente, a disputa entre Comissão Técnica Independente […]

Numa altura em que o país clama por transparência e rigor fiscal, o Orçamento do Estado para 2026 surge como um monumento à ilusão e à manipulação. O Governo, embalado em promessas de excedente, ignora os alertas estridentes do Conselho das Finanças Públicas e até do Presidente do Tribunal Constitucional, que, num gesto inédito, pediu […]

No dia 15 de outubro de 2017, o Distrito de Coimbra viveu uma das maiores tragédias da sua história recente. As chamas consumiram vidas, lares e empresas, deixando um rasto de dor e desolação que o tempo não apaga das suas memórias. Hoje, oito anos depois, lembramos com profundo pesar todas as vítimas humanas, os […]