Tribunal da UE dá razão a Parlamento Europeu no veto a Puigdemont em 2019

O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) deu hoje razão ao Parlamento Europeu quando em 2019 negou o acesso à assembleia dos separatistas catalães Carles Puigdemont e Antoni Comín.

© Facebook/KRLSPuigdemont

Puigdemont e Comín, dois dos protagonistas da tentativa de independência da Catalunha de 2017, vivem desde esse ano na Bélgica para fugir à justiça espanhola.

Em 2019, foram eleitos eurodeputados nas listas que o partido Juntos pela Catalunha (JxCat) apresentou em Espanha, mas o então presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, impediu-os de acederem à assembleia e aos respetivos lugares.

Tajani invocou que os nomes de Puigdemont e Comin, apesar de terem sido declarados eurodeputados eleitos pela Comissão Nacional de Eleições no dia das votações, não constavam posteriormente da lista oficial enviada pelas autoridades espanholas ao Parlamento Europeu (PE), por não terem feito, em Espanha, o juramento de respeito pela Constituição exigida pelo país para assumirem o cargo.

“O Presidente do Parlamento Europeu não se podia afastar da lista dos deputados eleitos que lhe tinha sido oficialmente notificada pelas autoridades espanholas. Com efeito, o Presidente do Parlamento Europeu não dispõe de nenhuma competência para fiscalizar a exatidão dessa lista, sob pena de violar a repartição de competências entre a União e os Estados-Membros”, concluiu o TJUE, segundo um comunicado divulgado hoje pelo tribunal.

Tajani “limitou-se a fazer aquilo a que estava obrigado: registar a lista dos deputados eleitos comunicada pelas autoridades espanholas”, lê-se no mesmo comunicado.

Puigdemont e Comin contestaram a decisão de Tajani, inicialmente, junto do Tribunal Geral da União Europeia (TGUE), que já tinha também dado razão ao ex-presidente do PE.

Os eurodeputados recorreram depois para o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), uma instância superior.

Puigdemont e Comin acabaram, no entanto, por assumir os cargos de eurodeputados meses mais tarde, por decisão do sucessor de Tajani na Presidência do PE, David Sassoli, e na sequência de uma sentença de 2019 relacionada com o caso de outro independentista catalão, Oriol Junqueras.

Nas mesmas eleições de 2019, o líder da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), Oriol Junqueras, preso em Madrid desde 2017, foi também eleito eurodeputado e impedido de assumir o cargo.

O TJUE considerou, meses mais tarde, que Junqueras deveria ter sido reconhecido como eurodeputado e gozado da respetiva imunidade parlamentar desde a proclamação dos resultados das eleições.

Carles Puigdemont, antigo presidente do governo regional da Catalunha, deixou de ser eurodeputado este ano por não se ter candidatado nas eleições de junho passsado. Já Antoni Comín voltou a ser eleito nas listas do Juntos pela Catalunha.

Últimas do Mundo

O autor do ataque com carro a um mercado de Natal na cidade alemã de Magdeburgo que em dezembro de 2024 fez seis mortos e cerca de 330 feridos, foi hoje condenado a prisão perpétua.
Nove portugueses e lusodescendentes morreram na sequência dos dois sismos registados quarta-feira na Venezuela e que causaram centenas de vítimas, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
Quarenta e cinco por cento das cidades europeias bateram ou estão prestes a superar os máximos históricos de stress térmico durante a atual onda de calor no continente, indica um estudo publicado hoje pelo World Weather Attribution.
Mais de 100 voos foram cancelados hoje, à medida que duas tempestades tropicais se aproximam do Japão, tendo as autoridades recomendado a evacuação de certas zonas devido ao risco de inundações e deslizamentos de terra.
O Parlamento espanhol aprovou esta quinta-feira, por maioria absoluta de deputados, uma resolução em que pede ao primeiro-ministro, o socialista Pedro Sánchez, para se demitir ou, pelo menos, submeter-se a uma moção de confiança.
Anúncios com preços de dezenas de milhares de euros e descrições consideradas invulgares na plataforma para comprar e vender roupa pré-adquirida desencadearam uma onda de suspeitas de tráfico de menores nas redes sociais. O caso chegou às autoridades francesas, que decidiram abrir uma investigação.
Pelo menos 164 pessoas morreram e 971 ficaram feridas depois de dois fortes sismos terem atingido a Venezuela, declarou hoje a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez.
Espanha registou pelo menos 212 mortes "atribuíveis à temperatura" entre domingo e quarta-feira, coincidindo com a onda de calor que atingiu o país, de acordo com estimativas do Instituto de Saúde Pública espanhol Carlos III hoje conhecidas.
As autoridades francesas emitiram esta quinta-feira avisos de tempestades severas e ampliaram o alerta vermelho de calor para 72 dos 100 departamentos, um dia depois de França ter chegado aos 30ºC, a temperatura média mais alta da sua história.
Um sismo de magnitude 7,1, com epicentro junto à capital Caracas, atingiu hoje a Venezuela, adiantou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).