Municípios defendem nova carta de perigosidade e vigilância das florestas pelo Exército

Os municípios defendem uma nova carta de perigosidade de incêndio rural, um novo estatuto dos sapadores e a vigilância das florestas pelo Exército nos períodos críticos de fogos, segundo documento da ANMP a que a Lusa teve hoje acesso.

©Florestas

Na sequência dos incêndios que em setembro afetaram o país, nomeadamente o Norte e Centro, a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) elaborou um conjunto de 21 propostas para diminuir a ocorrência de fogos e as suas consequências para enviar ao Governo de Luís Montenegro.

“Os municípios estão conscientes – como sempre estiveram – das suas responsabilidades em matéria de proteção civil, sendo indubitavelmente parte da solução (como a realidade o demonstra) e não do problema”, referiu a ANMP.

Além de querem encurtar o tempo e reduzir a burocracia nos processos de posse administrativa dos terrenos privados de mato e de floresta que estão ao abandono para os limpar, os municípios querem a elaboração de uma nova carta de perigosidade de incêndio rural que tenha em conta a realidade do território envolvendo “obrigatoriamente” os municípios nesse processo de elaboração.

As autarquias pretendem ainda o aumento do investimento na rede estruturante de corta-fogos, a universalização da videovigilância das áreas de risco de incêndio rural e a utilização das verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na prevenção de fogos.

Além disso, as câmaras sugerem a vigilância das florestas pelo Exército e Forças Armadas nos períodos críticos de fogos e em áreas onde os meios dos bombeiros são “marcadamente insuficientes”.

A ANMP pede ao Governo que avance com um novo Estatuto Profissional dos Bombeiros Sapadores para solucionar os constrangimentos que se verificam ao nível, designadamente, dos quadros de comando, carreiras, trabalho suplementar e por turnos, horário de trabalho, remunerações e aposentações.

Reformular a relação contratual do Estado (Governo, administração central e câmaras municipais) com os bombeiros para garantir a sua existência e presença no terreno com a devida racionalidade é outra das medidas apresentadas.

Os municípios defendem ainda o aumento da capacidade de fiscalização do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) ao nível da floresta, em especial no que respeita às ações e usos não licenciados.

De acordo com o documento, as autarquias pedem que o Governo enquadre na legislação a obrigatoriedade de os proprietários prestarem uma caução/garantia junto das câmaras municipais na fase prévia às ações de corte e transporte de material lenhoso para assegurar por parte daqueles o cumprimento da limpeza dos produtos sobrantes e do bom estado de conservação das estradas, caminhos municipais, florestais e rurais permitindo, em caso de danos, a identificação dos responsáveis.

Últimas do País

O homem de 42 anos que morreu hoje num apesar de rodoviário no concelho de Avis, distrito de Portalegre, é o suspeito do homicídio da ex-companheira, de 28 anos, em Castelo de Vide, revelou fonte judicial.
As autoridades da Madeira vão monitorizar durante o próximo ano a movimentação de terras numa encosta do Curral das Freiras, onde ocorreu uma derrocada que não representa "perigos iminentes", disse este sábado o autarca do município de Câmara de Lobos.
Duas pessoas foram identificadas e detidas pela Polícia Judiciária (PJ), no concelho da Covilhã, distrito de Castelo Branco, pela alegada prática de crimes de sequestro, roubo e extorsão.
Um homem de 43 anos foi detido em flagrante delito, na quinta-feira, por militares da GNR do Posto Territorial de Tarouca, pela alegada prática de um crime de incêndio florestal, indicou a força de segurança.
Portugal continental e as regiões autónomas da Madeira e dos Açores vão adiantar os relógios uma hora na madrugada de domingo, dando início ao horário de verão.
Garcia Pereira pede ao Ministério Público que avance com acusação por discriminação e incitamento ao ódio, reabrindo o debate em torno dos cartazes do CHEGA sobre imigração e comunidade cigana.
Os serviços de apoio domiciliário são considerados essenciais para manter as pessoas em casa e combater a solidão, mas enfrentam escassez de profissionais, baixos salários e limitações que impedem uma resposta às necessidades mais complexas, revela hoje um estudo.
A atuação do Estado português durante a pandemia de covid-19 está novamente sob escrutínio, após a divulgação de contratos assinados com farmacêuticas que reconhecem incertezas quanto à segurança e eficácia das vacinas no momento da sua aquisição.
Uma grávida transportada do Barreiro deu à luz antes de entrar no serviço de urgência do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, confirmou à Lusa a instituição, adiantando que mãe e bebé estão bem.
Um jovem de 17 anos foi esfaqueado na tarde de quinta-feira, em Camarate, no concelho de Loures, depois de uma discussão com outro jovem, alegadamente por motivos fúteis.