Sindicato quer reclusos em videoconferência em vez de idas aos tribunais

O Sindicato dos Técnicos da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (SinDGRSP) defendeu hoje que os arguidos reclusos passem a ser ouvidos por videoconferência nos julgamentos, evitando as deslocações aos tribunais.

© ASCCGP

Em declarações à Lusa, o presidente do SinDGRSP, Miguel Gonçalves, referiu que já fizeram um pedido à ministra que tutela a pasta da Justiça para alterar a lei para que os arguidos que estão em contexto de reclusão passem a ser ouvidos por videoconferênci”Durante a pandemia todos os reclusos em Portugal foram ouvidos por videoconferência. Não faz sentido nenhum, passado o período de pandemia, os reclusos terem que se andar a deslocar diariamente para baixo e para cima, quando na verdade muitos deles vão lá dizer que não se pronunciam”, disse o dirigente.

Miguel Gonçalves disse que o transporte diário de reclusos para os tribunais “é a coisa mais absurda no sistema que existe atualmente, com custos completamente anormais”, adiantando que a justiça está “amarrada a práticas do século passado”, quando não havia videoconferência.

Esta tomada de posição surge depois de a quarta sessão do julgamento do processo Vórtex, que estava marcada para hoje no Tribunal de Espinho, no distrito de Aveiro, ter sido adiada devido à falta de condições do Estabelecimento Prisional do Porto para assegurar o transporte para o tribunal do arguido Paulo Malafaia, que se encontra detido à guarda de outro processo.

O coletivo de juízes ainda colocou a possibilidade de o arguido participar no julgamento por videoconferência, mas esta situação foi rejeitada por Malafaia, que manifestou interesse em estar presente no tribunal.

Na quarta-feira, num outro julgamento, um arguido que se encontra em prisão preventiva na cadeia de Custóias, distrito do Porto, também não foi levado para o Tribunal Criminal de Guimarães (Creixomil) “por falta de guardas prisionais”, como disse à Lusa um dos advogados do processo.

Questionado pela Lusa, fonte da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) confirmou a existência de dificuldades para o cumprimento, por parte do Estabelecimento Prisional do Porto, de todas as diligências que tem que executar.

“Só para a manhã de hoje, dia 17 de outubro, estão agendadas 23 diligências ao exterior dirigidas a tribunais, hospitais e órgãos de polícia criminal”, refere a mesma nota.

Para suprir esta dificuldade, a DGRSP refere que tem recorrido à “custódia partilhada entre estabelecimentos prisionais e ao sistema de videoconferência com os tribunais”.

a, tal como aconteceu durante a pandemia de covid-19.

Últimas do País

André Ventura diz que os portugueses “não se entusiasmaram” com a greve geral desta quarta-feira e acusa o Governo de avançar com uma “má reforma laboral”.
Um homem armado com uma pistola carregada e pronta a disparar foi detido pela PSP no interior do Almada Fórum, numa altura em que o centro comercial estava repleto de pessoas.
A PSP deteve em Espinho um homem de 35 anos associado a tráfico de droga e furtos em série, crimes que vinham a gerar forte sentimento de insegurança entre os moradores da cidade.
Uma jovem de 23 anos, considerada “incapaz de resistência”, acordou numa habitação em Lisboa, após uma saída à noite, ao aperceber-se de que estaria a ser abusada sexualmente por um dos convidados presentes no local.
O estupefaciente vinha de Espanha para Portugal. Os suspeitos foram intercetados em Elvas pela Polícia Judiciária (PJ).
Uma simples discussão terminou numa tentativa de homicídio, com tiros disparados em plena via pública junto a uma zona de diversão noturna no Montijo.
Uma intervenção policial em Vila Franca de Xira terminou com agentes da PSP agredidos, ameaçados e insultados por suspeitos envolvidos em desacatos violentos na via pública.
A escassos metros do hospital de Santarém, uma mulher de 73 anos perdeu a vida após uma longa espera por assistência médica, obrigando o filho a transportá-la no próprio carro.
Um homem de 85 anos foi rendido à pistola por uma dupla indostânica em pleno Guincho, ficando sem um Rolex de luxo avaliado em mais de 12 mil euros. A Polícia Judiciária suspeita que os assaltantes possam estar ligados a outros roubos violentos em Cascais.
Os hoteleiros estão com menos confiança para o verão deste ano, em relação ao de 2025, face à instabilidade geopolítica, antecipando uma ‘performance’ menos forte do mercado nacional.