Pelo menos quatro mortos e cinco desaparecidos em naufrágio nas Canárias

Pelo menos quatro pessoas morreram e outras cinco foram dadas como desaparecidas no naufrágio de um barco na quarta-feira, que transportava 55 migrantes de origem subsariana, a nordeste de Lanzarote, disseram hoje as autoridades espanholas.

© Facebook Open Arms

No início do dia de hoje, o navio Guardamar Urania, do Resgate Marítimo espanhol, chegou ao porto de Arrecife, na ilha de Lanzarote, no arquipélago das Canárias, com 45 sobreviventes do naufrágio, entre os quais uma criança e cinco mulheres, e três corpos.

Outro sobrevivente e um quarto corpo já tinham sido transportados para Lanzarote na quarta-feira por um helicóptero enviado pelas autoridades de resgate espanholas a partir da ilha Grande Canária, que foi o primeiro meio de resgate a chegar à zona, localizada a cerca de 137 quilómetros de Lanzarote.

As autoridades espanholas indicaram que o naufrágio ocorreu a cerca de 100 quilómetros a noroeste de Tan Tan (Marrocos), aproximadamente no início da tarde de quarta-feira.

O barco insuflável tinha saído daquela localidade marroquina na terça-feira e desde a manhã de quarta-feira os seus ocupantes começaram a pedir ajuda através de um telefone via satélite, ligando tanto para a organização não-governamental espanhola Caminando Fronteras como para o serviço de emergências das Ilhas Canárias.

Inicialmente, os ocupantes da embarcação pediram ajuda porque tinham ficado à deriva, mas as chamadas seguintes para o serviço de emergência já eram desesperadas, referindo que tinham afundado e que estavam várias pessoas na água. O resgate dos migrantes foi realizado em coordenação com as autoridades marroquinas.

Mais de 57.700 pessoas entraram em Espanha de forma irregular em embarcações precárias, conhecidas como ‘pateras’, entre 01 de janeiro e 15 de dezembro, um número recorde que se deve às chegadas às Canárias, segundo estatísticas oficiais divulgadas na segunda-feira.

Últimas do Mundo

As autoridades chinesas anunciaram hoje mais 30 vítimas mortais do deslizamento de terras que, em 17 de julho, soterrou mais de dez edifícios no município de Chongqing (centro), elevando para pelo menos 41 o número de mortos.
Várias pessoas ficaram feridas depois de um forte sismo ter atingido o sudoeste do Japão, provocando derrocadas de edifícios e incêndios, anunciou esta terça-feira a primeira-ministra, Sanae Takaichi.
Ataque junto à Porte de Clichy fez três feridas, duas delas em estado grave. Suspeito, de 31 anos, foi detido no local e está a ser investigado por tentativa de homicídio qualificado.
A polícia deteve um suspeito e procura outro na sequência de um tiroteio ocorrido no domingo à noite num festival gastronómico em Seattle, Estados Unidos, que causou a morte de três pessoas e feriu quatro.
O fogo de grandes proporções perto da cidade francesa de Bordéus, que obrigou à retirada de 220 mil pessoas, manteve-se estável durante a noite, disseram hoje as autoridades locais que mantêm as operações no local.
Bombeiros na região central de Espanha de Castela‑La Mancha lutavam ainda na quarta‑feira para controlar um incêndio florestal que já devastou mais de 32.000 hectares, um dos maiores de sempre no país.
Quatro ex-funcionários de uma das empresas de abastecimento de água britânicas foram acusados de manipular e falsificar controlos sobre a qualidade da água, anunciou hoje a agência do ambiente.
Um tribunal indonésio condenou hoje 18 mulheres e um homem a penas de prisão até seis anos pelo envolvimento numa rede de tráfico de bebés para Singapura.
O duplo sismo que abalou a Venezuela em 24 de junho causou a morte a 121 portugueses e lusodescendentes, de acordo com o mais recente balanço avançado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
O Ministério Público de Munique, na Alemanha, acusou hoje um jovem de 15 anos de planear um ataque com explosivos, afirmando que o seu principal alvo era uma sinagoga.