Mercadona vai aumentar salários em 8,5% em 2025

A Mercadona vai aumentar os salários em 8,5%, em Portugal e Espanha, numa atualização que entrará em vigor a partir de janeiro de 2025, adiantou o grupo, em comunicado.

© D.R.

Na nota lê-se que o “Comité de Direção da Mercadona decidiu aumentar os salários de toda a sua equipa em 8,5%”, sendo que “este aumento salarial, que entrará em vigor a partir do vencimento de janeiro de 2025, inclusive, abrange os mais de 100.000 colaboradores que a empresa tem em Portugal e Espanha”.

A empresa assegurou que “tem vindo a aumentar os salários todos os anos de acordo com o Índice de Preços no Consumidor (IPC)”, sendo que “sobre esse valor, aplicará um extra adicional, elevando esse aumento a 8,5%”.

Assim, destacou, “o pessoal base da empresa passará a receber 1.247 euros brutos/mês no primeiro ano (com duodécimos incluídos)”, indicou e “1.705 euros brutos/mês após ultrapassados os quatro anos de atividade na empresa”.

“A empresa decidiu igualmente, no âmbito da sua estratégia de partilha dos lucros (medida promovida pelos acionistas em 2001), distribuir um prémio adicional além do tradicional prémio de desempenho”, assegurou, sendo que “o objetivo é recompensar o esforço realizado e partilhar os lucros”.

Segundo a Mercadona, aos colaboradores que tenham completado pelo menos um ano de antiguidade na empresa, “e caso sejam atingidos os objetivos e metas acordados no início do ano, receberão o equivalente a um salário extra, valor que ascende a dois salários depois de alcançados quatro anos de antiguidade”.

Este ano, destacou, os “colaboradores receberão adicionalmente um prémio extra correspondente a um salário mensal”, sendo que “estes valores adicionais serão pagos em março”.

A Mercadona garantiu ainda que todos os seus trabalhadores “têm contrato efetivo desde o primeiro dia e uma progressão salarial de cinco níveis (alcançados no máximo em cinco anos) correspondente a um aumento salarial de 11% por cada nível”.

Segundo o grupo, “a esta progressão será agora aplicado o aumento aprovado de 8,5% (um aumento total de aproximadamente 20% para quem mude de nível)”.

A Mercadona fechou o ano com 60 lojas em território nacional, depois de abrir 11 novas lojas ao longo do ano.

Últimas de Economia

Com os preços dos combustíveis e dos alimentos a pressionarem os orçamentos familiares e a habitação a continuar inacessível para muitos, o ministro das Finanças apresenta um retrato mais otimista: os portugueses têm melhores salários, maior poder de compra e vivem melhor do que em 2024.
O Banco Mundial prevê uma subida acumulada de 18% nos preços dos alimentos entre 2025 e 2027. Os conflitos internacionais estão a pressionar o abastecimento e os custos da energia, que deverão aumentar 32% este ano.
O preço médio da eletricidade pago pelos consumidores domésticos no mercado livre mantém-se acima do praticado no mercado regulado desde meados de 2023, embora a diferença tenha diminuído ao longo de 2025, segundo um relatório da ERSE.
A taxa de poupança das famílias diminuiu no segundo trimestre de 2026 na área do euro, na União Europeia (UE) e em Portugal, com recuos de 0,2, 0,3 e 0,5 pontos percentuais, respetivamente, face ao trimestre anterior.
Os contribuintes poderão receber menos dinheiro do Fisco em 2027. Segundo o Jornal de Notícias, o benefício sentido nos salários de novembro poderá traduzir-se numa redução de 70% dos reembolsos de IRS.
As famílias com rendimentos intermédios suportam o maior peso do imposto sobre combustíveis em proporção dos seus rendimentos. Um estudo revela que o Estado arrecadou mais de 3,7 mil milhões de euros com este imposto em 2025.
As empresas comunicaram 479 despedimentos coletivos até setembro, uma subida de quase 16% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados divulgados pela DGERT.
Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o aumento homólogo de 14,2% do valor mediano da avaliação bancária – realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação – ficou abaixo do registado em agosto (14,7%), enquanto a variação em cadeia se fixou em 1,1%.
A petrolífera portuguesa fechou os primeiros nove meses de 2026 com lucros de 1,4 mil milhões de euros. O aumento da produção de petróleo e a valorização do crude contribuíram para resultados equivalentes a mais de cinco milhões de euros por dia.
Um estudo da Católica-Lisbon SBE revela que 85,1% dos inquiridos manifestam elevados níveis de preocupação com o acesso à habitação, enquanto 92,1% têm preocupação com a subida dos preços.