Oitante faz novo pagamento de 55,4 milhões ao Fundo de Resolução

A Oitante, que ficou com ativos do Banif na resolução deste, pagou 55,4 milhões de euros ao Fundo de Resolução, seu acionista, segundo informou hoje esta entidade em comunicado.

© D.R.

O Fundo de Resolução bancário explicou que este pagamento (relativo a distribuição de reservas) é o segundo feito este ano pela Oitante, pois já tinha pago anteriormente 15,7 milhões de euros.

“Com esta nova distribuição, o valor entregue pela Oitante ao Fundo de Resolução totaliza 150 milhões de euros desde a constituição da sociedade”, lê-se no comunicado, que detalha que foram entregues 15 milhões de euros em 2020, 63,8 milhões de euros em 2023 e o total de 71,2 milhões de euros em 2024.

A empresa Oitante foi criada pelo Banco de Portugal, em dezembro de 2015, no âmbito da resolução do Banif, para gerir os ativos que pertenciam ao Banif e que o Santander Totta não comprou (imóveis com imparidade, crédito malparado, participações financeiras em empresas com atividade deficitária ou em processo de venda).

O Fundo de Resolução detém a totalidade do capital da Oitante, sendo que os pagamentos (relativos às distribuições de lucros e de reservas) “contribuem para a redução dos prejuízos de 489 milhões de euros” que o Fundo de Resolução suportou na resolução do Banif, referiu o comunicado.

Até ao momento, o valor de 150 milhões de euros pagos pela Oitante ao Fundo de Resolução corresponde a cerca de 31% da verba paga pelo Fundo de Resolução na resolução do Banif.

O comunicado hoje divulgado termina com o Fundo de Resolução a dar “as suas felicitações à administração da Oitante e aos demais órgãos sociais, bem como aos seus trabalhadores, pelo trabalho desenvolvido e pelos resultados consistentes alcançados ao longo dos anos”.

A Oitante teve lucros de 31,5 milhões de euros em 2023, cerca de metade do alcançado em 2022. No final de 2023, tinha 46 trabalhadores.

Últimas de Economia

Os portugueses continuam a pagar cada vez mais para levar exatamente os mesmos produtos para casa. O cabaz alimentar voltou a aumentar e já custa quase mais 38% do que custava há pouco mais de quatro anos.
Os consumidores em Portugal contrataram em abril 881,1 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 13,6%, enquanto o número de novos contratos avançou para 146.018, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As remunerações dos novos depósitos a prazo aumentaram em abril pelo terceiro mês consecutivo, para 1,44%, uma tendência em linha com a zona do euro, apesar de continuar abaixo do selecionado no mês homólogo, divulgou hoje o BdP.
A economia da zona euro teve um aumento homólogo de 0,3% até março, e o da União Europeia de 0,7%, divulgou o Eurostat, revendo em baixa a estimativa publicada em abril de, respetivamente, 0,8% e 1,0%.
As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais caíram 10,2% no primeiro trimestre, em termos homólogos, enquanto os novos fogos licenciados recuaram 4,7% e o consumo de cimento subiu 2,2%, segundo a AICCOPN.
O preço da gasolina deverá manter-se na próxima semana e o do gasóleo subir 4,5 cêntimos, segundo as previsões da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec) cedidas à Lusa.
A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira, para máximos desde abril de 2025 no prazo mais curto.
A Comissão Europeia abriu hoje um processo a Portugal e a outros 11 Estados-membros por não terem estabelecido regras nacionais para sancionar quem viole um regulamento sobre combustíveis sustentáveis na indústria da aviação.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê que o saldo orçamental português será nulo este ano, passando para um défice de 0,1% em 2027, segundo as previsões divulgadas hoje.
A taxa de inflação anual da zona euro deverá ter aumentado em 3,2% em maio de 2026, face aos 3,0% registados em abril, puxada pelos preços da energia, segundo uma estimativa rápida hoje divulgada pelo Eurostat.