NATO pede a países que gastem “2% do PIB na Defesa”

O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, defendeu hoje que os países europeus da organização devem gastar "muito mais" na sua defesa, fazendo eco das exigências urgentes nesse sentido do presidente norte-americano, Donald Trump.

© Facebook de Mark Rutte

“Precisamos de fazer muito mais para ter o que precisamos para a dissuasão e defesa para que o fardo seja partilhado de forma mais justa”, disse Rutte, antes de uma reunião na NATO com o novo secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que realiza a sua primeira visita à sede da Aliança e que já tinha defendido a mesma ideia na terça-feira.

“Estamos confiantes agora. A nossa dissuasão e defesa são fortes agora, mas não daqui a quatro ou cinco anos, se não tomarmos algumas decisões difíceis este ano. Os [aliados] que ainda não estão nos 2%, por favor, cheguem a esse valor antes do verão”, pediu o secretário-geral da NATO, numa conferência de imprensa que antecedeu a reunião dos ministros da defesa da Aliança, que se realiza na quinta-feira.

Numa recente declaração no Fórum Económico Mundial em Davos, Trump voltou a pedir aos aliados europeus para que elevem as suas despesas militares para 5% do Produto Interno Bruto (PIB), mais do dobro do atual objetivo de 2%.

Esta nova meta proposta por Trump representa um aumento significativo em relação ao compromisso atual.

Atualmente, apenas 23 dos 32 membros da NATO aceitaram cumprir o objetivo de 2% em 2024, com a Polónia a liderar os gastos em termos de percentagem do PIB, com 4,12%58.

A exigência de Trump surge num momento de crescente tensão geopolítica, com a guerra na Ucrânia a sublinhar a importância da segurança europeia.

Anteriormente, Mark Rutte, embora não apoie explicitamente a proposta de Trump, já tinha dado sinais de que o objetivo de 2% poderá não ser suficiente para enfrentar os desafios de segurança atuais.

Últimas do Mundo

O português escolhido para o Comité do Prémio Nobel da Fisiologia ou Medicina disse hoje à Lusa estar "muito contente" com esta eleição, que considerou ser um "reconhecimento da investigação" que tem desenvolvido nos últimos anos.
A esperança de vida à nascença aumentou em 2024 pelo terceiro ano consecutivo, para 81,5 anos, na União Europeia (UE), após os recuos registados na pandemia de covid-19, divulga hoje o Eurostat.
Mais de 90 pessoas em 72 países foram detidas pela Interpol e 45 mil servidores e endereços na Internet bloqueados numa operação contra crimes informáticos, anunciou hoje a agência.
A Google anunciou hoje o lançamento do Groundsource, uma metodologia baseada em IA Gemini que transforma milhões de relatórios públicos em dados estruturados para prever desastres naturais, entre os quais inundações ou ondas de calor.
Espanha teve este ano os meses de janeiro e fevereiro com mais chuva em quase meio século, disse hoje a Agência Estatal de Meteorologia do país (Aemet).
Mais de metade (51%) dos cidadãos da União Europeia (UE) não utilizaram os transportes públicos em 2024, um número que aumenta para 68% entre os portugueses, indicou na quarta-feira o Eurostat, o gabinete de estatísticas da UE.
A Provedora de Justiça Europeia alertou hoje para um aumento na falta de transparência das instituições da União Europeia (UE), o que excluiu a participação dos cidadãos, admitindo poder ser necessário rever legislação sobre a matéria.
As grandes ondas de calor, como a que atingiu a América do Norte em 2021, desencadeiam efeitos ecológicos em cascata frequentemente desastrosos mas também por vezes subtis, afetando a maior parte das espécies animais, segundo um estudo publicado hoje.
O Serviço de Informações de Segurança (SIS) alertou hoje para uma campanha promovida por um Estado estrangeiro para ter acesso a dados de contas do ‘WhatsApp’ e de ‘Signal’ de governantes, diplomatas e militares.
A Europol avisou hoje que o nível de ameaça terrorista e de extremismo violento no território da UE é atualmente considerado elevado, devido à guerra no Médio Oriente, e advertiu que o risco de ciberataques também deverá aumentar.