Câmara de Alandroal alvo de buscas da PJ após denúncia de negócio com terreno

A Câmara de Alandroal, no distrito de Évora, foi alvo de buscas da Polícia Judiciária (PJ), na sequência de uma denúncia anónima sobre a aquisição de um lote de terreno, revelou hoje o município.

© Facebook da PJ

Em comunicado, a câmara indicou que as buscas estão relacionadas com “uma denúncia anónima que põe em causa a aquisição pelo município de um lote de terreno no valor de sete mil euros, que já não faz parte do património municipal”.

O processo foi conduzido “com transparência em sessão pública de câmara”, salientou, argumentando que o negócio foi “sustentado por parecer jurídico dos serviços municipais e da CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional] Alentejo”.

No comunicado, esta autarquia alentejana, liderada pelo socialista João Grilo, que já anunciou a recandidatura ao cargo nas autárquicas deste ano, assinalou que “tem colaborado com total transparência” com as autoridades.

É “do maior interesse [da autarquia] e do presidente que a situação seja definitivamente esclarecida com a máxima celeridade, evitando assim a instrumentalização indevida de uma ação essencial para o cabal e definitivo esclarecimento do caso”, sublinhou.

Numa resposta a questões colocadas pela agência Lusa através de correio eletrónico, a Procuradoria-Geral da República (PGR) limitou-se hoje a confirmar a realização das buscas nas instalações daquele município alentejano.

As diligências foram feitas no âmbito de inquérito que corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Évora, adiantou.

De acordo com a PGR, no inquérito, que se encontra em segredo de justiça, o Ministério Público é coadjuvado pela PJ.

Uma fonte judiciária disse à Lusa que as buscas naquela autarquia decorreram na quarta-feira.

Na sua página de Internet, o jornal Correio da Manhã noticia que em causa está o negócio da venda de um terreno do atual presidente da câmara, João Grilo, à própria autarquia.

A Lusa tentou contactar o autarca, sem sucesso.

Últimas do País

Um dos quatro detidos por crimes violentos alegadamente cometidos no Grande Porto, como rapto, sequestro ou coação, ficou hoje em prisão preventiva, enquanto os outros três arguidos saíram em liberdade com apresentações bissemanais às autoridades.
A direção da Escola Infantil A Flor, no Porto, avisou no final de abril os pais de 40 crianças de que a creche encerra em junho, por falta de condições financeiras e problemas estruturais no edifício, deixando famílias sem solução.
A Polícia Judiciária abriu um inquérito ao caso do acesso indevido a registos de utentes do SNS, entre os quais crianças, na sequência de suspeitas de utilização por terceiros das credenciais de um médico na ULS do Alto Minho.
Uma agente imobiliária e três solicitadoras detidas há um ano no Algarve foram acusadas de 60 crimes de burla qualificada e 72 de falsificação de documento, num esquema que lhes rendeu 3,9 milhões de euros, foi hoje divulgado.
Cerca de 2.000 crianças foram vítimas de acidentes rodoviários em 2025, segundo dados da GNR que indicam também que, nos primeiros quatro meses de 2026, já foram registados mais de 500 acidentes com menores.
O Serviço SOS Pessoa Idosa da Fundação Bissaya Barreto, Coimbra, denunciou hoje que triplicou o número de processos relacionados com situações mais graves e complexas encaminhados para o Ministério Público em 2026.
Cerca de 70 bombeiros, apoiados por 26 viaturas, combatem um incêndio num armazém de gestão de resíduos plásticos em Taveiro, no concelho de Coimbra, que deflagrou na madrugada de hoje, disse à agência Lusa fonte da Proteção Civil.
Providência cautelar aceite pelo Tribunal Administrativo de Lisboa suspende decisão da autarquia de Carlos Moedas que determinava a retirada do outdoor político do CHEGA.
Um homem, de 23 anos, ficou em prisão preventiva indiciado por sete crimes de furto qualificado em residências e estabelecimentos industriais, cometidos no concelho de Vila Verde, distrito de Braga, indicou a GNR.
Sondagem do Diário de Notícias coloca partido liderado por André Ventura à frente da AD. CHEGA surge com 23,5% enquanto a AD regista 23,2%.