Câmara de Alandroal alvo de buscas da PJ após denúncia de negócio com terreno

A Câmara de Alandroal, no distrito de Évora, foi alvo de buscas da Polícia Judiciária (PJ), na sequência de uma denúncia anónima sobre a aquisição de um lote de terreno, revelou hoje o município.

© Facebook da PJ

Em comunicado, a câmara indicou que as buscas estão relacionadas com “uma denúncia anónima que põe em causa a aquisição pelo município de um lote de terreno no valor de sete mil euros, que já não faz parte do património municipal”.

O processo foi conduzido “com transparência em sessão pública de câmara”, salientou, argumentando que o negócio foi “sustentado por parecer jurídico dos serviços municipais e da CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional] Alentejo”.

No comunicado, esta autarquia alentejana, liderada pelo socialista João Grilo, que já anunciou a recandidatura ao cargo nas autárquicas deste ano, assinalou que “tem colaborado com total transparência” com as autoridades.

É “do maior interesse [da autarquia] e do presidente que a situação seja definitivamente esclarecida com a máxima celeridade, evitando assim a instrumentalização indevida de uma ação essencial para o cabal e definitivo esclarecimento do caso”, sublinhou.

Numa resposta a questões colocadas pela agência Lusa através de correio eletrónico, a Procuradoria-Geral da República (PGR) limitou-se hoje a confirmar a realização das buscas nas instalações daquele município alentejano.

As diligências foram feitas no âmbito de inquérito que corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Évora, adiantou.

De acordo com a PGR, no inquérito, que se encontra em segredo de justiça, o Ministério Público é coadjuvado pela PJ.

Uma fonte judiciária disse à Lusa que as buscas naquela autarquia decorreram na quarta-feira.

Na sua página de Internet, o jornal Correio da Manhã noticia que em causa está o negócio da venda de um terreno do atual presidente da câmara, João Grilo, à própria autarquia.

A Lusa tentou contactar o autarca, sem sucesso.

Últimas do País

Em apenas quatro anos, Portugal duplicou o peso da população estrangeira e passou a integrar o grupo dos dez países da União Europeia com maior proporção de residentes estrangeiros. Hoje, um em cada sete habitantes é cidadão de outra nacionalidade.
O número de pessoas sem médico de família aumentou em 41 mil em 2025, com o Conselho das Finanças Públicas (CFP) a alertar que esse crescimento acontece no contexto "particularmente relevante" de envelhecimento dos especialistas dessa área.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) anunciou hoje ter apreendido 63 armas de fogo em 61 operações de fiscalização em armeiros, entre 22 e 26 de junho, empregando 105 operacionais em todos os comandos territoriais.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou mais de 2.300 furtos em residências neste ano e alertou para as “férias de verão, períodos em que muitas habitações ficam temporariamente desocupadas”.
A Associação de Empresas de Medicina do Trabalho alertou hoje que a falta de médicos está a impedir o cumprimento da lei e apelou ao Governo para adotar medidas urgentes que evitem sanções às empresas por atrasos nas consultas.
Em quase um ano e meio, as autoridades portuguesas apreenderam cerca de 41 toneladas de cocaína, que dariam para compor "pelo menos 410 milhões de doses individuais", anunciou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
O INEM está a apurar as circunstâncias em que uma jovem morreu, em Vila Real, depois de um alerta para uma paragem cardiorrespiratória e de se ter verificado a inoperacionalidade da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER).
O novo Programa Nacional de Saúde Escolar (PNSE), que estará em vigor até 2030, prevê um reforço da ideologia de género e educação para a sexualidade nas escolas portuguesas, incluindo conteúdos relacionados com diversidade, autoestima e mudanças corporais.
Portugal integra os países que passaram a estar na rota do tráfico de cocaína para a Europa por via marítima e que cada vez mais utiliza submersíveis que podem transportar até 10 toneladas, alerta um relatório divulgado esta sexta-feira.
O concelho de Abrantes aguarda ainda intervenções em estradas afetadas pelas cheias e pela tempestade Kristin, cinco meses após as intempéries, criticando a insuficiência dos apoios para responder a prejuízos estimados em mais de 16 milhões de euros (ME).