Câmara de Alandroal alvo de buscas da PJ após denúncia de negócio com terreno

A Câmara de Alandroal, no distrito de Évora, foi alvo de buscas da Polícia Judiciária (PJ), na sequência de uma denúncia anónima sobre a aquisição de um lote de terreno, revelou hoje o município.

© Facebook da PJ

Em comunicado, a câmara indicou que as buscas estão relacionadas com “uma denúncia anónima que põe em causa a aquisição pelo município de um lote de terreno no valor de sete mil euros, que já não faz parte do património municipal”.

O processo foi conduzido “com transparência em sessão pública de câmara”, salientou, argumentando que o negócio foi “sustentado por parecer jurídico dos serviços municipais e da CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional] Alentejo”.

No comunicado, esta autarquia alentejana, liderada pelo socialista João Grilo, que já anunciou a recandidatura ao cargo nas autárquicas deste ano, assinalou que “tem colaborado com total transparência” com as autoridades.

É “do maior interesse [da autarquia] e do presidente que a situação seja definitivamente esclarecida com a máxima celeridade, evitando assim a instrumentalização indevida de uma ação essencial para o cabal e definitivo esclarecimento do caso”, sublinhou.

Numa resposta a questões colocadas pela agência Lusa através de correio eletrónico, a Procuradoria-Geral da República (PGR) limitou-se hoje a confirmar a realização das buscas nas instalações daquele município alentejano.

As diligências foram feitas no âmbito de inquérito que corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Évora, adiantou.

De acordo com a PGR, no inquérito, que se encontra em segredo de justiça, o Ministério Público é coadjuvado pela PJ.

Uma fonte judiciária disse à Lusa que as buscas naquela autarquia decorreram na quarta-feira.

Na sua página de Internet, o jornal Correio da Manhã noticia que em causa está o negócio da venda de um terreno do atual presidente da câmara, João Grilo, à própria autarquia.

A Lusa tentou contactar o autarca, sem sucesso.

Últimas do País

O Serviço Regional de Proteção Civil da Madeira indicou hoje ter sinalizado 224 ocorrências no arquipélago entre 17 de março e terça-feira, devido ao mau tempo causado pela passagem da depressão Therese, com registo de quatro desalojados.
O setor agrícola português, nas últimas três décadas, passou de 430.000 para 220.000 trabalhadores, sendo que quatro em cada 10 são estrangeiros, mas a produtividade mais do que duplicou, segundo um estudo revelado esta quarta-feira.
Os colégios de educação especial ainda não receberam a atualização de 10% das verbas atribuídas pelo Governo, anunciada em janeiro, dizem viver numa situação financeiramente insustentável e alertam que o próximo ano letivo poderá estar em causa.
Diversas sociedades científicas alertam para o aumento dos doentes que não cumprem a medicação e omitem a informação do médico, sobretudo os mais novos, porque julgam ter menor risco, pedindo maior aposta na literacia.
A investigação surge na sequência de declarações do presidente da autarquia, Rui Cristina (CHEGA), sobre critérios na atribuição de habitação social à comunidade cigana.
Um homem de 37 anos reincidente por crimes de incêndio florestal negou hoje ter ateado de forma intencional um incêndio florestal em agosto de 2025 em Águeda.
O secretário-geral da Câmara de Lisboa, Alberto Laplaine Guimarães, um dos quatro detidos na operação 'Lúmen', que investiga alegados crimes económicos em contratos para a instalação de luzes de Natal, foi suspenso de funções, decidiu hoje o juiz de instrução.
Quase metade dos 109 polícias do Comando Regional da PSP da Madeira que participaram num estudo científico apresentavam síndrome metabólica ou estavam já classificados com risco cardiovascular elevado a 10 anos, foi hoje anunciado.
O diretor do Agrupamento de Escolas da Sertã repudiou hoje as alegadas situações de violência sobre duas professoras e disse que ativou de imediato os mecanismos adequados em articulação com as entidades competentes.
Cerca de 57,3 mil motas foram fiscalizadas presencialmente nos últimos sete dias nos distritos de Vila Real, Viseu e Porto, tendo sido registadas 12,1 mil infrações, indicou esta terça-feira a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).