Ucrânia confirma acordo com EUA mas só assina com garantias de segurança

A Ucrânia confirmou hoje ter chegado a um acordo preliminar com os Estados Unidos para criar um fundo de investimento com a exploração dos recursos naturais ucranianos, mas insistiu na exigência de garantias de segurança.

© D.R.

“Não pensamos assinar qualquer acordo sem garantias de segurança”, disse o primeiro-ministro da Ucrânia, Denis Shmigal à televisão ucraniana, citado pela agência noticiosa estatal local Ukrinform.

O chefe do governo ucraniano disse que as duas partes chegaram a acordo sobre “uma variante final” do documento.

“A partir de hoje, o acordo chama-se ‘Acordo sobre o estabelecimento de regras e condições para o investimento num fundo de reconstrução ucraniano'”, afirmou, segundo a agência espanhola EFE.

Shmigal disse tratar-se de um acordo preliminar que “determina as ações legais para a futura criação de um fundo de investimento para a reconstrução da Ucrânia”.

O primeiro-ministro afirmou que a Ucrânia e os Estados Unidos terão direitos e obrigações iguais no fundo, tanto na tomada de decisões como na contribuição de capital.

“O ponto 10 (…) também refere que o acordo sobre o fundo é um elemento integrante da arquitetura dos acordos bilaterais e multilaterais, bem como as medidas concretas para alcançar uma paz duradoura e reforçar a estabilidade económica e de segurança”, acrescentou.

Fontes oficiais ucranianas disseram a vários meios de comunicação social na terça-feira à noite que tinha sido alcançado um acordo com os Estados Unidos.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou a iminência do acordo e disse que o homólogo ucraniano, Volodymir Zelenski, irá a Washington na sexta-feira para o assinar.

Segundo a versão final a que os meios de comunicação social tiveram acesso, o acordo não inclui as garantias de segurança dos Estados Unidos que Shmigal voltou a exigir hoje, acrescentou a EFE.

Últimas do Mundo

Milhares de agricultores juntaram-se este sábado, dia 10 de janeiro, em Athlone, no centro da Irlanda e em Ourense, Espanha, para protestar contra o acordo de comércio livre entre a União Europeia e o Mercosul, de acordo com as agências AFP e EFE.
A polícia de Devon e Cornualha informou que a vítima mortal é um homem com cerca de 50 anos que morreu na noite de quinta-feira após a queda de uma árvore sobre a caravana em que se encontrava.
As autoridades australianas declararam hoje o estado de catástrofe devido à dimensão dos incêndios florestais, que destruíram várias casas e devastaram vastas áreas de floresta no sudeste rural do país.
O número de insolvências de empresas na Alemanha atingiu em 2025 o nível mais alto dos últimos 20 anos (17.604), de acordo com uma análise divulgada hoje pelo Instituto Leibniz de Investigação Económica de Halle (IWH).
A igreja católica de Espanha vai assumir a reparação de centenas de vítimas de abusos sexuais cujos casos não podem já ter resposta por via judicial, segundo um acordo assinado hoje entre a Conferência Episcopal e o Governo.
A justiça britânica aplicou penas de prisão a três residentes de Epping, em Essex, que, somadas, superam a condenação do imigrante ilegal responsável por crimes sexuais que desencadearam os protestos.
Os aeroportos europeus de Amesterdão, Bruxelas e Paris tiveram hoje de cancelar centenas de ligações aéreas, incluindo para Portugal, devido à queda de neve e vento, de acordo com as autoridades locais.
A secção do Ministério Público federal alemão responsável pelo combate às ameaças terroristas anunciou hoje que vai investigar a hipótese de terrorismo e sabotagem no apagão em parte de Berlim, ocorrido sábado.
Os agricultores da União Europeia (UE) terão ao seu dispor, no próximo quadro financeiro plurianual 2028-2034, um montante reservado de 293,7 mil milhões de euros, garantiu hoje a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Um ato de sabotagem contra a rede elétrica mergulhou bairros inteiros do sudoeste de Berlim no caos, afetando dezenas de milhares de pessoas, empresas e serviços essenciais. As autoridades alemãs falam agora num ataque deliberado reivindicado por um grupo extremista.