China elogia avanço da IA da DeepSeek e defende o seu modelo de fonte aberta

O porta-voz da Assembleia Popular Nacional (APN) da China, Lou Qinjian, destacou hoje as conquistas alcançadas pela empresa chinesa de inteligência artificial (IA) DeepSeek e o seu impacto no setor tecnológico mundial.

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Lou elogiou a sua abordagem de fonte aberta, afirmando que este modelo permite “uma maior contribuição da sabedoria chinesa para o mundo” e sublinhou que “existem múltiplos caminhos para o progresso tecnológico”.

O porta-voz destacou o papel central dos profissionais jovens e de meia-idade no desenvolvimento da DeepSeek, chamando-lhes “a espinha dorsal do avanço científico e tecnológico do país”.

A evolução da empresa reflete o crescimento da China como líder em IA e demonstra que “uma abordagem inovadora, centrada no bem-estar das pessoas, é a escolha certa”, apontou.

O sucesso da DeepSeek baseou-se num modelo aberto, em contraste com outras empresas que se basearam em sistemas fechados.

Lou comparou a sua evolução com a da indústria das telecomunicações, citando como as empresas com estratégias restritivas perderam relevância para as que adotaram plataformas abertas.

“O Symbian costumava dominar com um modelo fechado e entrou em declínio, enquanto o Android, através de código aberto, ganhou reconhecimento no mercado”, disse.

No entanto, o avanço da inteligência artificial não está isento de desafios. Lou reconheceu que esta tecnologia terá um impacto significativo nas relações de produção e levantará novas questões em termos de ética e moralidade.

Ele defendeu que a China atribui “grande importância à prevenção de riscos” e protege a privacidade dos dados “de acordo com a lei”.

Reiterou ainda a oposição do Governo chinês à “utilização excessiva da segurança nacional” como argumento para restringir o desenvolvimento tecnológico.

A expansão da DeepSeek gerou reações mistas a nível internacional. Enquanto o diretor executivo da Nvidia, Jensen Huang, sublinhou na semana passada a importância da sua inovação em modelos de raciocínio avançados, países como a Austrália proibiram a sua utilização em agências governamentais por razões de segurança.

A China propôs uma iniciativa global sobre inteligência artificial para evitar que “a inovação científica se torne num jogo exclusivo para os mais ricos”.

O desenvolvimento da inteligência artificial tornou-se nos últimos anos um ponto fulcral da concorrência tecnológica entre China e Estados Unidos.

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