Montenegro não foi à cimeira internacional para jogar golfe com o dono da Solverde

A ausência do primeiro-ministro português, Luís Montenegro, na cimeira internacional de Kiev, realizada a 24 de fevereiro para assinalar os três anos do início da guerra na Ucrânia, tem sido alvo de críticas por parte da oposição.

© Clube Golfe Economistas

A justificação oficial apontou para “questões de agenda”, mas a participação de Montenegro num torneio de golfe em Espinho, no mesmo dia, ao lado de Manuel Violas, empresário e proprietário do grupo Solverde, levanta dúvidas sobre as prioridades do ainda chefe do Governo.

O encontro em Kiev contou com a presença de sete líderes europeus, entre eles os primeiros-ministros de Espanha, Dinamarca, Estónia e Suécia, além dos presidentes da Letónia, Lituânia e Finlândia. A maioria dos restantes dirigentes participou por videochamada. No entanto, a ausência de Portugal gerou especulação. O Governo português afirmou que Montenegro participou remotamente, embora a sua imagem nunca tenha sido exibida na transmissão da cimeira.

O gabinete do primeiro-ministro justificou a situação com “problemas técnicos”, mas o facto de Montenegro ter estado presente no torneio de golfe, um evento que não constava da sua agenda pública, aumentou as críticas sobre a transparência e o alegado desinteresse na causa ucraniana.

O evento desportivo em Espinho, onde o nome do primeiro-ministro foi mencionado pelo Clube de Golfe dos Economistas, ocorreu apenas dois dias após a moção de censura apresentada pelo partido CHEGA ao Governo, tornando a polémica ainda mais sensível no panorama político nacional atual.

Recorde-se que o grupo Solverde pagava uma avença mensal à família de Luís Montenegro, no valor de 4.500 euros.

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