Bruxelas é incapaz de controlar regras para uso correto da ‘bazuca’

A Comissão Europeia é incapaz de assegurar que o dinheiro para a recuperação da pandemia está a ser utilizado de acordo com as regras dos contratos públicos e dos auxílios de Estado, alertou hoje o Tribunal de Contas Europeu.

© D.R.

De acordo com um relatório divulgado hoje, o executivo comunitário “não sabe se os países da União Europeia (UE) conseguem garantir que o Mecanismo de Recuperação e Resiliência (MRR, com 650 mil milhões de euros) cumpre as regras dos contratos públicos e dos auxílios de Estado”, apontando que em vários países os instrumentos de verificação “têm muitas fragilidades”.

Deste modo, o Tribunal de Contas Europeu advertiu a Comissão Europeia de que há a possibilidade desse dinheiro estar a ser utilizado para o financiamento de medidas que não foram sujeitas a “controlos rigorosos no que toca a contratos públicos e auxílios de Estado”.

Citado num comunicado divulgado, o responsável por esta auditoria pelo Tribunal de Contas Europeu, Jorg Kristijan Petrovič, disse que o incumprimento “das regras dos contratos públicos e dos auxílios estatais é um problema contínuo nas despesas pagas pelo orçamento da UE” e que faltou “suficiente atenção” a esta questão por parte da Comissão Europeia e dos Estados-membros.

“Ainda há centenas de milhares de milhões de euros para investir até ao final de 2026. Por isso, esperamos que esta auditoria ajude a proteger melhor os interesses financeiros da União Europeia”, completou o auditor.

Uma razão para isto, de acordo com o Tribunal de Contas Europeu, é a “falta de clareza de regras”.

O relatório anuncia que “os países não receberam orientações detalhadas sobre como verificar as regras da UE no que toca a contratos públicos e auxílios do Estado”.

“Assim, ao início, as auditorias da Comissão Europeia centraram-se na fraude, na corrupção e nos conflitos de interesses, e não no cumprimento destas regras. Desde aí, a Comissão melhorou a sua estratégia de auditoria”, mas, mesmo assim, o Tribunal de Contas Europeu “detetou problemas”.

Últimas de Economia

O salário mínimo nacional sobe a partir desta quinta-feira dos atuais 870 euros para 920 euros, em linha com o estabelecido no acordo tripartido assinado em sede de concertação social em outubro de 2024.
A produção de azeite, a carne de caça e as obras de arte vendidas em galerias passam a ser tributadas com o IVA de 6% a partir de hoje, com a entrada em vigor do Orçamento do Estado para 2026.
Os consumidores domésticos podem, a partir de hoje, alterar, a qualquer momento, a sua tarifa da luz, escolhendo entre a simples, bi-horária e tri-horária.
O consumo de energia elétrica abastecido a partir da rede pública atingiu em 2025 o valor mais elevado de sempre no Sistema Elétrico Nacional (SEN), de acordo com dados divulgados hoje pela Redes Energéticas Nacionais (REN).
O número total de compras realizadas entre 01 e 24 de dezembro aumentou 8% face a 2024, tendo as compras no comércio ‘online’ crescido 19%, segundo dados da SIBS Analytics divulgados hoje.
A taxa de inflação no conjunto de 2025 terá sido de 2,3%, segundo a estimativa rápida do INE divulgada hoje, após em 2024 terá sido de 2,4%.
A TAP chega ao final de 2025, dados previstos para concluir o plano de reestruturação acordado com Bruxelas, com grande parte das medidas realizadas, mas com compromissos ainda por cumprir, abrindo a porta a um eventual alargamento do calendário.
O esclarecimento surge depois de esta manhã o Ministério do Trabalho ter indicado que os aumentos das pensões para o próximo ano só seriam pagos a partir de fevereiro "e com retroativos a janeiro".
A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP recomprou 900 milhões de euros de dívida pública, num nível de “excesso de liquidez da tesouraria do Estado”, segundo foi hoje anunciado.
O valor do indexante dos apoios sociais (IAS) para o ano de 2026 é de 537,13 euros, de acordo com uma portaria publicada hoje em Diário da República.