Portugal com maior subida na UE de preços de eletricidade no 2.º semestre de 2024

O preço médio da eletricidade doméstica na União Europeia (UE) permaneceram praticamente estáveis, no segundo semestre de 2024, e acima dos níveis registados antes da crise energética de 2022, com Portugal a apresentar o maior aumento (14,2%).

© D.R.

De acordo com o serviço estatístico da UE, Eurostat, entre junho e dezembro de 2024, o preço médio da eletricidade para consumo doméstico no bloco europeu – incluindo taxas e impostos -, fixou-se nos 28,72 euros por 100 kWh, contra 28,32 euros no período homólogo e 28,89 euros no primeiro semestre de 2024.

Estes níveis de preços permanecem muito acima da média registada antes da crise energética de 2022.

Entre os Estados-membros, os preços da eletricidade para as famílias tiveram, no segundo semestre de 2024, os maiores aumentos em Portugal (14,2%), Finlândia (13,6%) e França (12,9%).

Entretanto, países como a Letónia (-17,8%), os Países Baixos (-14,3%) e a Bélgica (-12,3%) registaram as principais reduções dos preços para consumo doméstico.

A Alemanha registou os preços de eletricidade para consumo doméstico mais elevados, com 39,43 euros por 100 kWh, seguida da Dinamarca (37,63 euros) e da Irlanda (36,99 euros).

Em Portugal, que ocupa o 10.º lugar da tabela, o preço foi, no período de referência, de 26,26 euros (incluindo taxas e impostos), acima dos 23 euros do semestre homólogos e dos 24,26 euros por 100kWh registados nos primeiros seis meses de 2024.

Em contrapartida, os preços mais baixos foram registados na Hungria (10,32 euros), Bulgária (12,17 euros) e Malta (13,01 euros).

Expresso em paridades de poder de compra, os portugueses pagam 31,9 euros por 100 kWh, com os preços mais altos a serem aplicados na República Checa (41 euros), Alemanha (35,53 euros9 e Polónia (34,67 euros).

Últimas de Economia

O Estado desembolsou 138,8 milhões de euros para comprar a participação da Fidelidade na REN. O valor pago inclui um prémio de 8,34% face à média de mercado dos últimos seis meses.
O défice do Serviço Nacional de Saúde (SNS) deverá mais do que duplicar no próximo ano, agravando-se em 1.377 milhões de euros. Apesar da intenção de reduzir os gastos com bens e serviços, a despesa aumentou 9,3% em 2026 e deverá continuar a subir.
A receita fiscal do Estado totalizou 51.161,9 milhões de euros até setembro, crescendo 6,5% em relação aos nove primeiros meses de 2025, impulsionada pelo IRS e IVA, indicam dados hoje divulgados pela Entidade Orçamental (EO).
A prestação da casa vai subir em novembro para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações feitas pela Deco Proteste para a agência Lusa.
A taxa de inflação situou-se nos 3,8% em outubro, face a 3,6% em setembro, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Apesar da descida dos preços do gás natural na União Europeia para o nível mais baixo desde 2022, Portugal continua entre os países com as tarifas mais elevadas. Quando considerado o poder de compra, os consumidores portugueses enfrentam o segundo preço mais alto dos 27 Estados-membros.
As portagens das autoestradas poderão aumentar 3,82% em 2027, a confirmar-se a estimativa da taxa de inflação homóloga para outubro, sem habitação, divulgada hoje pelo INE, acrescida dos 0,1% de compensação às concessionárias.
A Caixa Geral de Aposentações reduziu o valor de três mil reformas devido a um erro nos cálculos. Um aposentado de 65 anos perdeu 51 euros mensais e admite regressar ao trabalho para compensar o corte.
O CHEGA/Açores alertou hoje para o desinvestimento do Governo Regional na ilha de São Miguel, destacando que o investimento por habitante previsto para 2027 é de 2.739 euros, inferior à média regional de 4.099 euros.
O sentimento económico na União Europeia e na zona euro recuou em outubro pelo segundo mês consecutivo, com uma quebra de 0,6 nas duas áreas face a setembro, fixando-se nos 96,9 pontos, divulgou hoje a Comissão Europeia.