Ventura diz que Governo deveria ter começado a negociar mais cedo com sindicatos dos trabalhadores ferroviários

O presidente do CHEGA, André Ventura, considerou hoje que o Governo deveria ter começado a negociar mais cedo com os sindicatos que representam os trabalhadores do setor ferroviário, podendo evitar a greve.

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Em declarações aos jornalistas em frente à estação de comboios de Aveiro, o líder do Chega afirmou que “a negociação já devia ter sido feita há mais tempo para garantir que algum avanço era dado mas, ao mesmo tempo, que o Governo já tinha definido, porque podia ter definido as métricas e a forma de reembolso quando os cidadãos não têm comboio”.

“Até é estranho que o Governo, noutros setores, optou até por fazer uma negociação mais atempada e aqui deixou simplesmente as coisas correrem. Provavelmente porque sentiu que não havia assim tantos votos em disputa, num setor que não é assim tão numeroso, isso é uma falha grave até de cálculo político, porque podem não ser muitos em número, mas têm um impacto social de infraestrutura muito grande e isso foi um erro que hoje estamos a pagar hoje, no dia de hoje, e que é a responsabilidade do Governo”, defendeu.

Em dia de greve de comboios, André Ventura admitiu também a privatização da CP – Comboios de Portugal ou uma parceria público-privada.

“Se a CP não conseguir transmitir ao país e ao público a solidez financeira que precisa, isto é, por outras palavras, dizer às pessoas que consegue prestar um serviço sem lhes gerar prejuízos gigantescos, pode ser uma solução. Se isso não for possível, não”, assinalou, considerando que “mais importante do que ser público ou privado é o serviço ser garantido”.

Ventura defendeu que os utentes dos comboios devem ser reembolsados tanto do valor dos passes, como do que gastam para se deslocar pelos seus meios, em dias de greve dos comboios.

Para o presidente do Chega, a falta de transportes devido à greve “é inaceitável” e defendeu que os trabalhadores “têm exigências que são legítimas e que têm que ser garantidas em orçamentos plurianuais, ou seja, de execução faseada”.

Na ocasião, o líder do Chega sugeriu também que as causas do apagão que deixou o país às escuras na semana passada já são conhecidas pelo Governo, que acusou de estar “a ocultar informação”, considerando “quase impossível que ao fim de uma semana um país moderno nas informações, e com a capacidade que tem na energia, aliás líder na transição energética, não saiba o que é que aconteceu”.

Questionado se o Chega apoiará a comissão parlamentar que o Livre admite propor na próxima legislatura, André Ventura rejeitou, afirmando que “não são os deputados que vão estar a analisar a rede elétrica”.

Sobre as eleições de 18 de maio, Ventura considerou que o contexto político “não é propício” à entrada de novos partidos na Assembleia da República e aproveitou para fazer um apelo ao voto útil mais à direita.

A caravana do Chega dedica o quarto dia da campanha para as eleições legislativas de 18 de maio ao distrito de Aveiro. O dia arrancou com uma arruada, das menos concorridas até agora.

A circulação de comboios está parada em todo o país, segundo a Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS), que aponta uma adesão de 100% à greve de trabalhadores convocada por vários sindicatos.

A greve dos trabalhadores da CP, que se prolonga até 14 de maio, terá um especial impacto nos dias de hoje e quinta-feira devido ao maior número de sindicatos (14) que aderiram à paralisação nestes dias.

A esta greve junta-se, hoje e quinta-feira, a paralisação convocada pelo Sindicato dos Maquinistas (SMAQ) e, entre 07 e 14 de maio, a convocada pelo Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI).

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Uma larga maioria dos portugueses considera que o Governo de Luís Montenegro não está a conseguir responder ao aumento do custo de vida nem proteger o poder de compra das famílias. De acordo com a mais recente sondagem da Aximage, 77% dos inquiridos classificam como “inadequada” ou “muito inadequada” a atuação do Executivo da AD perante a subida dos preços da habitação, dos combustíveis e dos bens de consumo.
Nem o chumbo da moção de censura, nem as reservas levantadas no Parlamento, nem os alertas sobre o impacto nas instituições fizeram o CHEGA recuar. O partido de André Ventura mantém a intenção de avançar com uma Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves na Polícia Judiciária, entre 2018 e 2026, para escrutinar contratos, utilização de bens apreendidos e outros episódios ocorridos durante a sua direção.
O presidente do CHEGA acusou a ministra da Justiça de ter transmitido informações falsas ao Parlamento, admitindo duas hipóteses: ou foi enganada pela Polícia Judiciária ou terá procurado “encobrir” o ministro da Administração Interna. Ventura quer que o diretor nacional da PJ seja ouvido no Parlamento para esclarecer que informação foi transmitida.
O CHEGA exigiu explicações sobre o polémico negócio das novas fragatas para a Marinha e Nuno Melo vai mesmo ter de comparecer no Parlamento. A Comissão de Defesa aprovou por unanimidade a audição do ministro da Defesa a pedido do CHEGA sobre a aquisição de três fragatas italianas, num investimento estimado em 3,9 mil milhões de euros, um dos maiores investimentos na Defesa portuguesa.
A moção de censura caiu, mas o CHEGA não ficou sentado. Consumada a votação, toda a bancada se levantou e fez ecoar “demissão” pelo plenário, fechando um debate em que André Ventura responsabilizou Montenegro não apenas pela permanência de Luís Neves, mas também pelo rumo do Governo.
Mentiras, abuso de poder e suspeitas sobre a utilização da Polícia Judiciária. Luís Neves está debaixo de fogo esta terça-feira, acusado de protagonizar uma lógica de “quero, posso e mando”. Mas a pressão não recai apenas sobre o ministro da Administração Interna: Luís Montenegro é também chamado a assumir responsabilidades e a explicar, de forma cabal, por que razão continua a manter Neves no Governo.
Afinal, não foi “vais pagá-las”. Luís Neves esclareceu esta terça-feira, na Assembleia da República, a frase que disse dirigida à bancada do CHEGA, em dia de debate quinzenal com o primeiro-ministro. Aos deputados do partido liderado por André Ventura, o ministro da Administração Interna assumiu que as palavras que proferiu foram: “Vão levar comigo.”
O líder parlamentar do CHEGA, Pedro Pinto, acusou o ministro de trocar os esclarecimentos prometidos por “propaganda barata” e perguntou-lhe diretamente quando abandona o cargo. Neves fechou a porta à demissão e colocou a bola no campo de Montenegro.
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Primeiro, o Governo respondeu ao CHEGA indicando um orçamento de 144.456 euros para a destruição dos químicos, em linha com a justificação apresentada por Luís Neves. Agora, confrontado pelo Observador, o Ministério da Justiça esclarece um pormenor decisivo: aquele valor abrangia produtos apreendidos em vários processos e não apenas os 62 bidões da Operação Pacoba. Afinal, os 144 mil euros não eram só para aqueles químicos.