“Péssimo serviço à democracia”. Ventura condena incidente com Rocha

O presidente do CHEGA, André Ventura, condenou hoje o incidente em que o líder da IL foi atingido com pó verde e considerou que quem o fez prestou "um péssimo serviço à democracia".

© Folha Nacional

“É muito grave. É grave que os ciganos andem a perseguir a comitiva do CHEGA, é grave que haja miúdos do clima a atingir outros adversários, é grave porque mostra que não estão acostumados à democracia”, afirmou.

O líder da IL, Rui Rocha, foi hoje atingido com pó de tinta verde durante um comício em Lisboa, por dois ativistas que apareceram no palco onde discursavam com um cartaz contra os combustíveis fósseis.

Em declarações aos jornalistas no final de uma breve arruada em Elvas, distrito de Portalegre, o presidente do CHEGA considerou que estas são “pessoas sem sentido democrático” e defendeu que os partidos não podem “ser condicionados a andar na rua” durante a campanha eleitoral.

“Só mostra que isto é gente sem qualquer sentido democrático. Quem ataca adversários, quem nos persegue, quem nos ameaça, quem nos atira coisas, está a fazer um péssimo serviço à democracia, seja quem for que seja o alvo. E é isso que eu acho que um líder político deve dizer, é muito grave e só mostra que essa malta, sobretudo a malta de esquerda, tem mau sentido democrático e não sabe viver com a democracia”, afirmou, fazendo um paralelo com os protestos de pessoas da comunidade cigana na campanha do CHEGA.

André Ventura considerou que não se deve “nem relativizar, nem diminuir a gravidade de ataques, nem de ameaças” e que não se deve fazer destes episódios “jogo político” porque “é sempre condenável”.

O líder do CHEGA disse também esperar “não levar com tinta até ao fim da campanha”.

Ao oitavo dia de campanha, a comitiva do CHEGA não se cruzou em Elvas com nenhum protesto por parte de pessoas pertencentes à comunidade cigana, mas o tema não foi esquecido pelo candidato no decorrer da arruada, que durou cerca de 15 minutos.

Para André Ventura, que percorreu algumas ruas daquela cidade onde a comunidade cigana está fortemente representada, considerou que o partido não pode ter “medo” de fazer campanha em zonas onde determinadas etnias ou imigrantes têm maior expressão.

“Portugal é nosso”, disse, o que é inclusivamente um dos cânticos dos apoiantes.

De forma discreta, Ana Maria, aguardava pela passagem de André Ventura por uma das ruas por onde a comitiva do CHEGA passou e, em declarações à Lusa, explicou que saiu à rua para “aplaudir” o líder do partido e vincar que “o CHEGA vai ganhar, como já ganhou em Elvas” noutras ocasiões.

Também Stefani Bitén, de 38 anos, disse à Lusa que saiu à rua para apoiar Ventura porque quer “um futuro melhor para o filho”.

“Só com André Ventura isso será possível”, vincou.

 

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