Ministros dos Negócios Estrangeiros da UE em conselho extraordinário na segunda-feira sobre Ucrânia e Gaza

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) vão reunir-se na segunda-feira em conselho extraordinário para abordar a situação na Ucrânia e em Gaza, segundo um porta-voz da UE citado pela agência EFE.

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“O Presidente (Donald) Trump tem razão ao dizer que a Rússia deve terminar a sua guerra contra a Ucrânia. Os Estados Unidos têm o poder de forçar a Rússia a negociações sérias. Qualquer acordo entre os Estados Unidos e a Rússia deve incluir a Ucrânia e a União Europeia, pois esta é uma questão que afeta a segurança da Ucrânia e de toda a Europa”, afirmou a Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, em declarações enviadas à EFE.

E acrescentou: “Convocarei uma reunião extraordinária dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE na segunda-feira para discutir os nossos próximos passos. Os interesses fundamentais da Europa estão em jogo. Também discutiremos a situação em Gaza com os ministros”.

Fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal confirmou, entretanto, à Lusa a reunião e adiantou que se vai realizar por videoconferência.

A chefe da diplomacia europeia insistiu ainda que “o direito internacional é claro: todos os territórios temporariamente ocupados pertencem à Ucrânia”, acrescentando que “um acordo não deve servir de trampolim para novas agressões russas contra a Ucrânia, a aliança transatlântica e a Europa”.

Kaja Kallas reconheceu que “a postura do Presidente Trump em relação à Rússia endureceu” e que “o historial de promessas e tratados quebrados pela Rússia criou uma profunda desconfiança em ambos os lados do Atlântico”.

“A pressão dos EUA sobre Moscovo pode inverter esta guerra. Moscovo não vai parar a menos que sinta que não pode continuar”, disse.

A reunião dos 27 terá lugar depois de se ser pública a reunião entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o seu homólogo russo, Vladimir Putin, que terá lugar na próxima sexta-feira, bem como do plano de Israel para ocupar a Cidade de Gaza.

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