Ataque da extrema-esquerda deixa 50 mil casas às escuras em Berlim

Um ato de sabotagem contra a rede elétrica mergulhou bairros inteiros do sudoeste de Berlim no caos, afetando dezenas de milhares de pessoas, empresas e serviços essenciais. As autoridades alemãs falam agora num ataque deliberado reivindicado por um grupo extremista.

© D.R.

Cerca de 50 mil habitações e mais de 2.200 empresas e serviços essenciais ficaram sem eletricidade no sudoeste de Berlim, após um ataque de sabotagem à infraestrutura energética da capital alemã. O corte, inicialmente tratado como uma avaria técnica, foi entretanto reclassificado pelas autoridades como um ato deliberado, na sequência da investigação policial.

Segundo avança o jornal La Gaceta, a ação foi reivindicada por um grupo que se autodenomina ‘Volcán’, associado à extrema-esquerda, que justificou o ataque como uma iniciativa “pelo bem comum”, dirigida contra a indústria do armamento e os combustíveis fósseis. As autoridades rejeitam essa narrativa e classificam o episódio como crime grave contra infraestruturas críticas.

O apagão começou na manhã de sábado e atingiu os bairros de Zehlendorf, Nikolassee, Lichterfelde e Wannsee. A investigação apurou que foi utilizado um artefacto incendiário colocado num ponto estratégico da rede elétrica, num viaduto do distrito de Steglitz-Zehlendorf, destruindo cinco cabos de alta tensão e dez de média tensão.

Com temperaturas negativas, muitos residentes foram obrigados a abandonar temporariamente as suas casas em busca de aquecimento, relata o jornal espanhol. Escolas da região adiaram o regresso às aulas após as férias de Natal, prolongando o encerramento pelo menos até quinta-feira. A polícia, os bombeiros e a proteção civil mantêm-se em estado de prontidão, enquanto as equipas técnicas admitem que as reparações só deverão ficar concluídas no final da semana.

Apesar da gravidade da situação, o apagão gerou uma onda de solidariedade. Igrejas, associações locais e moradores abriram portas para acolher vizinhos, distribuir refeições quentes e assegurar transporte. Ainda assim, as autoridades alertaram para o risco de sobrecarga elétrica nos edifícios públicos transformados em abrigos temporários, devido ao uso intensivo de geradores e sistemas de aquecimento.

Últimas do Mundo

As autoridades belgas abriram uma investigação após a descoberta de pornografia infantil na cela do pedófilo belga Marc Dutroux, em prisão perpétua pela violação de seis raparigas e homicídio de quatro delas, confirmou o Ministério Público local.
O antigo ministro trabalhista britânico Peter Mandelson foi detido hoje em Londres sob suspeita de má conduta em cargo público, anunciou a Polícia Metropolitana.
O calor extremo aumentou cerca de 10 vezes na maioria das regiões da Europa central e do sul entre 2010 e 2024, em comparação com o período 1961/1990, indica um estudo divulgado hoje.
Um homem de nacionalidade sueca, procurado pela Interpol e que detinha passaporte diplomático como conselheiro especial do Presidente são-tomense, Carlos Vila Nova, foi detido pela Polícia Judiciária são-tomense, na ilha do Príncipe, disse hoje à Lusa fonte judiciária.
Os dois executores do testamento de Jeffrey Epstein propuseram um acordo de 25 milhões de dólares (21,2 milhões de euros) às vítimas do criminoso sexual norte-americano que interpuseram uma ação coletiva contra ambos, segundo uma minuta hoje publicada.
As forças policiais de 16 países africanos detiveram 651 pessoas e desmantelaram redes de cibercrime que extorquiram um total de 38 milhões de euros a centenas de vítimas, anunciou hoje a Interpol.
A polícia do Reino Unido deteve hoje Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Carlos III, por suspeita de má conduta em cargo público, noticiaram meios de comunicação social britânicos.
A plataforma de transmissão de vídeos YouTube admitiu que está a sofrer hoje interrupções em vários países, incluindo Portugal e os Estados Unidos.
O Governo de Espanha desbloqueou hoje 7.000 milhões de euros de ajudas a pessoas, empresas e municípios afetadas pelas tempestades das últimas semanas no país.
A Comissão Europeia iniciou hoje uma investigação formal à chinesa Shein por suspeitas de design aditivo, falta de transparência nas recomendações e venda de produtos ilegais na União Europeia (UE), incluindo conteúdos associados a abuso sexual de menores.