“Acabaram por se recuperar cerca de 265 fardos de cocaína, numa quantidade global que estimamos em aproximadamente perto das nove toneladas, que – a confirmar-se, portanto depois de se efetuar as devidas pesagens – será a maior apreensão de cocaína jamais operada em território nacional”, disse, em conferência de imprensa na sede da PJ, em Lisboa, o diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfego de Estupefacientes (UNCTE) da instituição.
Artur Vaz precisou que no embarque seguissem 300 fardos de cocaína, tendo os cerca de 35 sobrantes afundados, tal como o semissubmersível, o que impediu a sua apreensão pelas autoridades.
Uma embarcação semissubmersível foi intercetada na sexta-feira “em alto mar a cerca de 230 milhas náuticas dos Açores” numa ação conjunta da PJ, da Marinha e da Força Aérea, “em condições de extrema dificuldade e perigosidade, derivadas da atual adversidade das condições ambientais”, anunciou hoje, em comunicado, a força policial.
A bordo do embarque, vindo da América do Sul e com destino à Europa, seguiram três tripulantes colombianos e um venezuelano, que foram resgatados antes do naufragar semissubmersível, precisou hoje o diretor da UNCTE.
A operação de combate ao tráfico de drogas transcontinental por via marítima, apelidada de “Adamastor”, conto com a “estreita colaboração e articulação” da PJ com as autoridades dos Estados Unidos e do Reino Unido, no quadro do Centro de Análise e Operação Marítimas – Narcóticos (MAOC-N, na sigla oficial), refere a nota.
“A investigação prossegue a carga da PJ, em conjunto com autoridades parceiras de outros países, no âmbito de um inquérito titulado pelo DIAP [Departamento de Investigação e Ação Penal] da Comarca dos Açores”, conclui a força policial.