De acordo com Teresa Ferreira, algumas dezenas de deslocados que também passaram a noite no local saíram entretanto para “ficarem em casas de familiares”.
Os deslocados são, na maior parte, habitantes das localidades da Ribeira de Santarém, Caneiras e Ónias.
Hoje de manhã, as autoridades vão intervir no Reguengo do Alviela, esperando-se, por isso, a entrada de mais 30 descolados nas próximas horas, acrescentou Teresa Ferreira.
O centro de acolhimento garante refeições quentes, banhos e camas de campanha, além do acompanhamento médico e de enfermagem.
O espaço tem capacidade máxima para cerca de 150 pessoas.
“Estou aqui com a minha família desde ontem [quinta-feira] à tarde. Vivemos na Ribeira de Santarém e ficámos com a casa debaixo da água”, disse à Lusa Osíris Barbosa, 50 anos.
A família de quatro pessoas passou a noite no pavilhão, mas, como muitos outros deslocados, quer sair hoje de manhã para verificar o estado da casa, afetada pelas cheias.
“A partir de agora temos de ‘correr atrás do prejuízo'”, disse, acompanhado dos familiares.
Os deslocados que se encontram no Pavilhão Desportivo de Santarém são maioritariamente pessoas idosas e famílias com crianças em idade escolar.
“Uma parte das pessoas mais idosas não quis vir e ficou em casa apesar das cheias, sobretudo na zona da Ribeira de Santarém e Caneiras. Passaram para o segundo andar das habitações. Nós estamos a tentar convencê-las a virem para aqui por questões de segurança”, disse ainda a vereadora Teresa Ferreira.
Na zona de Santarém choveu com muita intensidade ao início da manhã.
Segundo a Proteção Civil, o trânsito na Ponte D. Luís foi interrompido devido à inundação da estrada de acesso, entre a Tapada e Almeirim.
A Ponte Salgueiro Maia está aberta ao trânsito.