A Secretaria-Geral do Governo adjudicou, por ajuste direto, um contrato de cerca de 14 mil euros para serviços de desbaratização, desratização e desinfestação no complexo do Palacete de São Bento, em Lisboa, revela o Correio da Manhã (CM).
O contrato, assinado a 20 de março, contempla intervenções de natureza preventiva, corretiva e de emergência até 2028, abrangendo não só a residência oficial do primeiro-ministro, mas também edifícios anexos, a garagem, a esquadra da PSP e os espaços ajardinados.
O montante será pago de forma faseada ao longo de três anos.
No entanto, trata-se de um problema recorrente, sublinha o CM. Há pelo menos sete anos que são celebrados contratos com o mesmo objetivo: combater a presença de ratos, baratas e outras pragas, sobretudo em zonas críticas como cozinhas, redes de esgotos e áreas exteriores.
Entre as espécies identificadas encontram-se ainda traças, formigas, pulgas e a processionária (lagarta do pinheiro), reforçando a dimensão do problema.
O caso de São Bento não é isolado.
De acordo com dados públicos, desde o início do ano passado, entidades do Estado já contrataram mais de 5,5 milhões de euros em serviços de controlo de pragas.
No Palácio de Belém, residência oficial do Presidente da República, existem centenas de estações de isco para roedores e dispositivos de controlo de insetos, no âmbito de um contrato anual que inclui também a Cidadela de Cascais, refere o CM.
Já a Assembleia da República investe mais de 14 mil euros por ano em serviços semelhantes para os seus edifícios.
Também a Procuradoria-Geral da República mantém em vigor um contrato plurianual que prevê intervenções regulares em vários espaços sob a sua tutela.