UEFA sanciona tarjas cristãs, mas permite mensagens pró-Palestina e pausas para o Ramadão

O clube Estrela Vermelha de Belgrado foi sancionado em 40 mil euros depois de os adeptos exibirem uma imagem de São Simeão, figura histórica do país, acompanhada de uma mensagem de fé. A UEFA justificou a multa com base nas regras que proíbem conteúdos considerados políticos ou religiosos nos estádios.

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A polémica ganha ainda mais dimensão quando comparada com outros casos recentes. Em Portugal, o SC Braga terá sido impedido pela PSP de exibir uma faixa alusiva à identidade portuguesa, situação que também gerou críticas e acusações de censura.

Ao mesmo tempo, em vários jogos europeus, têm sido exibidas coreografias e mensagens políticas, como faixas de apoio à Palestina, sem que tenham resultado em sanções equivalentes por parte do organismo que rege o futebol europeu.

Também no plano religioso, a UEFA tem adotado critérios distintos. Vários jogos foram interrompidos para permitir que jogadores muçulmanos quebrassem o jejum durante o Ramadão.

Outro caso citado é o do Lille, que foi multado em 83 mil euros após os adeptos exibirem uma imagem de Joana d’Arc, figura histórica e religiosa francesa, num jogo frente ao Aston Villa.

A sucessão destes episódios tem levado a críticas crescentes, com adeptos e comentadores a questionarem a consistência das decisões da UEFA. Nas redes sociais, multiplicam-se acusações de que símbolos ligados à tradição cristã ou à identidade nacional são alvo de maior restrição.

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