Pelo menos 113 mortos e 250 feridos em Gaza nas últimas 24 horas

Pelo menos 113 palestinianos foram mortos e 250 ficaram feridos nas últimas 24 horas em Gaza, na sequência da ofensiva militar israelita, anunciou hoje o Ministério da Saúde do território controlado pelo movimento extremista Hamas.

© Facebook Israel Reports

 

“A ocupação cometeu doze massacres contra famílias em Gaza”, declarou o ministério em comunicado.

Estas novas vítimas elevam para 22.835 o número de mortos e para 58.416 o número de feridos desde o início da guerra, em 07 de outubro, segundo os dados do ministério.

Por seu lado, a agência noticiosa oficial palestiniana Wafa informou que aviões de guerra israelitas bombardearam no sábado à noite uma casa no norte da Faixa de Gaza, matando 20 habitantes e ferindo dezenas de outros.

Os bombardeamentos aéreos e de artilharia israelitas durante a noite na zona de Wusta, no centro do enclave costeiro, mataram pelo menos 16 pessoas e feriram dezenas, segundo os meios de comunicação social.

No sul, em Rafah, sete pessoas foram mortas num bombardeamento israelita contra um edifício que albergava muitos deslocados da guerra, enquanto no campo de refugiados de Maghazi, no centro do enclave, outras quatro pessoas foram mortas quando um abrigo gerido pela UNRWA, a agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos, foi bombardeado, segundo a Wafa.

Outras 17 pessoas, entre as quais 12 crianças, foram mortas num bombardeamento israelita contra uma casa em Khan Younis, no sul, e outras 25 num campo de refugiados nessa zona.

Israel declarou guerra ao Hamas em 07 de outubro, na sequência de um ataque maciço do grupo islamita que incluiu o lançamento de foguetes e a infiltração simultânea de milhares de milicianos que massacraram cerca de 1.200 pessoas e raptaram outras 250 em colonatos judaicos nos arredores da Faixa de Gaza.

Desde então, o exército israelita lançou uma forte ofensiva aérea, terrestre e marítima no enclave palestiniano, onde, para além dos mortos e feridos, cerca de dois milhões de pessoas, a maioria da sua população, sofrem uma crise humanitária sem precedentes, com o colapso dos hospitais, o aparecimento de epidemias e a escassez de água potável, alimentos, medicamentos e eletricidade.

Últimas do Mundo

Pelo menos três civis morreram e seis ficaram feridos em ataques russos na região ucraniana de Donetsk nas últimas 24 horas, declarou hoje o chefe da administração militar regional, Vadim Filashkin, na rede social Telegram.
Um navio de guerra norte-americano entrou no canal do Panamá em direção às Caraíbas, testemunhou a agência France-Presse, numa altura em que os planos de destacamento militar de Washington naquela região está a provocar a reação venezuelana.
O número de fogos preocupantes em Espanha desceu de 12 para nove nas últimas 24 horas, mas "o final" da onda de incêndios deste verão no país "está já muito próximo", disse hoje a Proteção Civil.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, denunciou que mísseis russos atingiram hoje a delegação da União Europeia (UE) em Kyiv, na Ucrânia.
O Governo de Espanha declarou hoje zonas de catástrofe as áreas afetadas por 113 grandes incêndios no país nos últimos dois meses, 15 dos quais continuam ativos, disse o ministro da Administração Interna, Fernando Grande-Marlaska.
Mais de dois mil milhões de pessoas ainda não têm acesso a água potável em condições de segurança, alertou hoje a ONU num relatório que expressa preocupação com o progresso insuficiente na cobertura universal do fornecimento de água.
O primeiro-ministro israelita saudou hoje a decisão do Governo libanês, que aceitou a proposta norte-americana sobre o desarmamento do Hezbollah, e admitiu retirar as forças de Israel do sul do Líbano.
Espanha continua com 14 fogos preocupantes que mantêm desalojadas mais de 700 pessoas e confinadas outras mil, após semanas de "terríveis incêndios" cujo combate é neste momento favorável, mas lento, disse hoje a Proteção Civil espanhola.
A SpaceX, empresa de Elon Musk, cancelou no domingo um voo de teste do foguetão Starship, naquele que foi mais um revés para o multimilionário após uma série de testes marcados por explosões.
Dois guerrilheiros detidos após um ataque com um camião-bomba no sudoeste da Colômbia, que causou seis mortos e mais de 60 feridos na quinta-feira, estão a ser processados por homicídio, anunciou este sábado o Ministério Público colombiano.