Imoralidade dos Filhos de Abril

Portugal ocupa o 9º lugar no ranking das cargas fiscais sobre o trabalho mais altas da OCDE. Ao mesmo tempo, o IRC é o segundo mais elevado dos 38 países da OCDE (chega a 31,5%). No entanto, há quem goze de tratamento especial no que concerne ao pagamento de impostos.

Por um lado, temos líderes partidários – Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos – que fogem aos impostos como o diabo foge da cruz. Peço desculpa, não fogem aos impostos, arranjam só forma de pagar o menos possível.

Por outro lado, temos os partidos políticos que, na Assembleia da República, rasgam as vestes por uma maior justiça fiscal em prol dos contribuintes e das empresas e, no entanto, são os mesmos que gozam de especial isenção fiscal que lhes permite, ano após ano, não pagar impostos.

Há, porém, um partido que tem como bandeira colocar um ponto final nestes descontos fiscais partidários. O CHEGA apresentou propostas no Parlamento que visavam acabar, por exemplo, com a isenção de IMI e do pagamento de IVA de que gozam os partidos. O resultado? Proposta chumbada pelo PS, PSD, PCP e Livre. O facto de o PCP ter votado contra é bem demonstrativo da enorme hipocrisia de que se reveste este partido que se diz o ‘grande defensor dos trabalhadores contra o grande capital’ e que, no entanto, em 2019 apresentava-se como o mais rico partido político português, sendo detentor de mais de três milhões de euros no banco. E isto sem contar com o enorme valor patrimonial de que dispõe (em parte devido aos imóveis que ocupou ilegalmente no pós-25 de Abril e que, volvidos 50 anos, não devolveu aos seus proprietários), não esquecendo também a isenção de IVA de que desfruta todos os anos na realização da Festa do Avante.

O 25 de Abril trouxe-nos muitas coisas boas, mas trouxe-nos também a podridão de um sistema político que, com amiguismos e compadrios, consegue arranjar sempre uma forma de escapar às obrigações fiscais. A Revolução trouxe-nos também a hipocrisia de partidos políticos que, pela frente, dizem de- fender os cidadãos, mas nos bastidores enchem os bolsos e as contas bancárias.

É tempo de dizer CHEGA!

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