MAIS UM POLÍCIA BRUTALMENTE AGREDIDO. GOVERNO E PRESIDENTE DA REPÚBLICA EM SILÊNCIO

O Prior Velho, como tantos outros lugares em Portugal, foi pintado de vermelho “não há um ano ou há mais de um mês”, mas nesta terça-feira. E “onde estava o Governo?”.

© D.R.

Um agente da Polícia de Segurança Pública (PSP) foi esfaqueado na terça-feira, no Prior Velho (Loures), avançou o Correio da Manhã (CM). Fonte oficial da PSP indicou que o polícia sofreu ferimentos junto à cabeça, numa ocorrência registada na Rua Maestro Lopes Graça. O agente encontrava-se de folga e terá sido atacado na sequência de uma discussão por um lugar de estacionamento. De acordo com o CM, várias ruas adjacentes foram cortadas, e os três suspeitos do ataque já terão sido intercetados pela PSP.

O agente ficou em estado grave. “Onde estava o comunicado do primeiro-ministro, nessa tarde? Onde é que estava a nota da Presidência da República? Zero! Em lado nenhum!”, contestou o Presidente do CHEGA. Para André Ventura, esta ausência de reação por parte do Chefe de Estado e do Chefe do Governo não é surpreendente, pois “a vida de um polícia não interessa”. “Como não interessa a vida do comerciante, do lojista, do taxista, do médico, do professor, do enfermeiro… Só interessa se for ‘coitadinho e precisar d a mão do Estado, d e ser levado a o colo pela extrema-esquerda. Se for um português comum, isso já não interessa nada. Morre, morre e mais nada. É assim que tem sido nos últimos anos em Portugal”, acrescentou.

No encerramento do debate do Programa do Governo, que decorreu na terça e quarta-feira na Assembleia da República, o líder do segundo maior partido não poupou críticas ao Executivo de Luís Montenegro, apontando a falta de presença e de consciência face à insegurança vivida pelas forças de segurança.
“Ontem [terça-feira] mesmo, um polícia foi esfaqueado. Não foi há um ano ou há um mês, foi ontem. Ouviram algum dirigente político falar disso aqui [Parlamento]? Ninguém! Viram cravos nas ruas? Não!

Viram aberturas de telejornais? Claro que não! E comentadores, atrás de comentadores a falar do esfaqueamento?
Claro que não, porque este país passou a ver a violência boa e a violência má. Passou a haver um ódio do bem e um ódio do mal. Mas para nós é claro: a violência é condenável e o ódio é condenável.” De acordo com a SIC Notícias, o polícia já teve alta depois de ter sido suturado na zona da nuca. O episódio violento terá tido origem numa situação relacionada com uma multa de estacionamento, nas imediações da residência da vítima e dos agressores.

A SIC Notícias relata que, após o esfaqueamento, o autor do crime foi intercetado, algemado e transportado para a esquadra. “O país está a mudar, e esta nova força, esta nova energia, não tem medo de dizer: se é cigano ou de uma minoria, e é criminoso, vai para a prisão, que é o lugar dele!”, concluiu Ventura.

Últimas de Política Nacional

André Ventura garantiu que a comissão parlamentar de inquérito à atuação de Luís Neves na Polícia Judiciária vai avançar sem interrupções, mesmo durante a discussão do Orçamento do Estado. À saída da tomada de posse da comissão, o presidente do CHEGA denunciou tentativas de travar os trabalhos e assegurou que a investigação continuará mesmo que Luís Neves abandone o Governo.
PSD e PS aprovaram, na especialidade, alterações ao regime de fiscalização do Tribunal de Contas que incluem o afastamento do visto prévio em determinados procedimentos. André Ventura acusa os dois partidos de enfraquecerem o controlo da despesa pública e classifica a decisão como uma “via verde para a corrupção”.
André Ventura questionou esta terça-feira a permanência de Luís Neves à frente do Ministério da Administração Interna, na sequência das acusações feitas pelo antigo secretário-geral Ricardo Carrilho. O presidente do CHEGA falou em suspeitas de pressões para a prática de ilegalidades, questionou a gestão de 26 milhões de euros destinados ao SIRESP e prometeu impedir que a comissão parlamentar de inquérito seja bloqueada.
O Livre tentou impedir André Ventura de presidir à comissão parlamentar de inquérito à atuação de Luís Neves, alegando um possível conflito de interesses relacionado com o assalto ao gabinete do líder do CHEGA. O pedido foi dirigido ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, que rejeitou os argumentos apresentados e não identificou qualquer impedimento legal.
André Ventura anunciou, esta sexta-feira, a recandidatura à liderança do CHEGA, durante o Conselho Nacional do partido, em Lisboa. Perante uma estrutura que afirma ter atingido os 100 mil militantes, garantiu que o CHEGA será o maior partido do país, atacou os interesses instalados e deixou um aviso: “Quem nos vai travar? Bruxelas? A imprensa? Não! Só nós nos podemos travar!”
André Ventura acusou esta sexta-feira Luís Montenegro de transformar a cobrança de impostos numa prioridade do Governo, enquanto as famílias enfrentam despesas cada vez mais difíceis de suportar. No Parlamento, o presidente do CHEGA denunciou uma receita fiscal recorde, criticou a manutenção do IVA dos combustíveis e das portagens e acusou o primeiro-ministro de se "rir da pobreza dos portugueses".
André Ventura acusou esta quinta-feira PS e PSD de bloquearem a investigação parlamentar aos mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária. No debate de urgência na Assembleia da República, o presidente do CHEGA apontou diretamente a Aguiar-Branco e denunciou aquilo que considera ser uma tentativa de proteger o atual ministro da Administração Interna do escrutínio parlamentar.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a Luís Neves toma posse no dia 14, mas o entendimento parlamentar que limita a duas as CPI em funcionamento pode travar o arranque dos trabalhos. Ventura contesta uma regra que não está "nem na lei nem na Constituição".
PS e PSD chegaram a um entendimento para que os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves sejam suspensos enquanto estiverem em funcionamento outras duas comissões de inquérito. A solução adia, na prática, o arranque pleno da investigação parlamentar pretendida pelo CHEGA à atuação de Luís Neves enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária.
André Ventura acusou esta terça-feira o presidente da Assembleia da República de estar a atrasar a Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves na Polícia Judiciária. O líder do CHEGA diz que o partido já aceitou sucessivas limitações e desafia Aguiar-Branco a explicar por que razão a comissão ainda não avançou.