Sindicato da PSP e associação da GNR querem que MAI retome “com maior brevidade” negociações

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia e a Associação dos Profissionais da Guarda pediram, esta terça-feira, à tutela para que retome "com a maior brevidade" as negociações iniciadas no anterior Governo, admitindo avançar com protestos na ausência de respostas.

© Facebook aspppsp

“A ASPP/PSP diante a realidade em que se encontra a PSP e quotidiano da mesma, apela ao Governo, através da ministra da Administração Interna (MAI), para que, com a maior brevidade, se reúna com os Sindicatos da PSP, no sentido de retomar as negociações que iniciaram em janeiro de 2025, isto com o intuito de cumprir o acordo assinado em julho de 2024, promotor dessas negociações”, refere a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), em comunicado.

Também numa nota à comunicação social, a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) relembra que, em julho de 2024, foi feito um acordo com o Governo e que pretendia dar resposta a várias questões, nomeadamente revisão das carreiras, remunerações e suplementos e do sistema da avaliação.

“A APG/GNR quer acreditar que o Governo honrará a sua palavra e desde já exorta a ministra a retomar de imediato as negociações, sendo certo que não se coibirá de assumir as formas de protesto e luta que se justifiquem, na ausência de respostas”, precisa a AGP.

Em julho de 2024, quando o MAI assinou um acordo com sindicatos da PSP e associação da GNR sobre o aumento do subsídio de risco, ficaram previstas novas negociações para discutir tabelas remuneratórias, carreiras e revisão dos suplementos. A anterior ministra começou as negociações em janeiro, que apenas se limitaram a estabelecer um calendário de reuniões, mas foram interrompidas com a queda do Governo.

A APG indica que solicitou uma audiência logo após a tomada de posse da ministra da Administração Interna, mas sem resposta até à data, e lamenta que da parte de Maria Lúcia Amaral “nada se tem ouvido sobre os profissionais da GNR, os seus direitos e condições de trabalho.

“A GNR e os profissionais que a servem estão no limite e, garantir o policiamento preventivo e de proximidade, nos termos do programa que o Governo levou a votos, tem que passar obrigatoriamente pelo diálogo com as estruturas associativas, respeitando-se o direito de representação dos profissionais”, refere, destacando “o grande descontentamento” do efetivo.

Também a ASPP refere “o estado deplorável em que a Polícia de Segurança Pública se encontra” e, como exemplo, destaca os concursos de admissão por preencher, pré-aposentação “atropelada há 10 anos”, “corte constante de folgas” e exaustão de polícias.

O maior sindicato da PSP indica também que os suplementos “não são revistos desde 2009” e os salários continuam sem uma valorização.

“A ASPP/PSP assinou um acordo com o Governo, em julho de 2024, que proporciona a oportunidade inadiável de criar as respostas a dar, a estes problemas. Até ao momento e, apesar de os serviços da PSP se encontrarem moribundos e os profissionais saturados, o atual Governo não deu, nem dá, sinais de ação”, precisa.

A ASPP manifesta-se disponível para negociar, mas alerta que também está pronta para demonstrar a indignação através de diversas formas de luta, como a manifestação.

Últimas do País

O líder parlamentar do CHEGA saiu em defesa dos agentes envolvidos nos incidentes do Porto, denunciando agressões e apontando o dedo a elementos da extrema-esquerda. "Crise da habitação não pode justificar o incumprimento da lei", sustentou.
Antigas funcionárias denunciam alegadas agressões, alimentação forçada e administração de gotas para dormir destinadas a adultos. Uma vizinha chamou a polícia após ouvir choros persistentes e pedidos de ajuda. Diretora nega as acusações.
Mafalda Anjos atirou-se a André Ventura durante uma intervenção na CNN Portugal, numa discussão em que estiveram em destaque propostas do CHEGA para reduzir as portagens e baixar a idade da reforma. A comentadora da CNN Portugal afirmou que "as propostas do CHEGA vão contra a democracia".
Sete pessoas ficaram feridas, uma com gravidade, na tarde de hoje, em Bragança, após desacatos entre várias pessoas, que culminaram em colisões rodoviárias, e que tiveram início no rapto de uma criança por um dos seus progenitores.
O Tribunal de Bragança decretou hoje prisão preventiva para o homem que foi detido na terça-feira pela GNR, numa fiscalização rodoviária, com mais de 2.500 doses de droga.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve na região de Lisboa um homem estrangeiro suspeito de se ter casado com uma portuguesa residente em França para obter título de residência em Portugal, anunciou hoje a força policial.
A Polícia Judiciária deteve, em Silves, um cidadão estrangeiro de 44 anos, suspeito de cinco crimes de abuso sexual contra a filha de 11 anos da companheira. Os alegados abusos terão ocorrido durante cerca de um ano, na residência onde o homem vivia com a criança e a mãe.
A Polícia Judiciária investiga um alegado esquema de fraude fiscal envolvendo empresas de prateleira utilizadas em operações imobiliárias de elevado valor. As suspeitas apontam para um prejuízo superior a 66 milhões de euros para o Estado, devido à utilização indevida de isenções do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT).
A recolha seletiva de embalagens aumentou apenas 0,9% no primeiro semestre de 2026, apesar do reforço do financiamento do setor. As entidades gestoras alertam para a dificuldade em cumprir as metas europeias, numa altura em que a recolha de plástico e aço está a diminuir.
Uma fiscalização da Guarda Nacional Republicana (GNR) na Autoestrada 2, junto ao Seixal, terminou com a apreensão de 150 jerricãs de gasolina, cinco doses de haxixe, dinheiro e telemóveis. O condutor, de 23 anos, foi constituído arguido por suspeitas de tráfico de droga.