MP acusa 18 pessoas por emitirem receitas médicas e certificados de óbito fraudulentos

O Ministério Público (MP) acusou 18 arguidos de dezenas de crimes por, ao longo de três anos, terem alegadamente emitido de forma fraudulenta receitas médicas e certificados de óbito, anunciou hoje a Procuradoria-Geral Regional de Lisboa (PGRL).

© DR

“Nos anos de 2022, 2023 e 2024, os arguidos acederam a plataformas de uso exclusivo de profissionais habilitados, designadamente, plataformas em uso no Sistema Nacional de Saúde, emitindo, de forma fraudulenta, receitas médicas, certificados de óbito e outros documentos”, refere, em comunicado, a PGRL.

Segundo a nota, os arguidos terão ainda acedido e explorado ilicitamente “serviços informáticos da Segurança Social”.

Paralelamente, terão difundido em massa ‘e-mails’ destinados “a induzir terceiros em erro quanto à existência de alegadas dívidas a entidades credíveis – como a EDP, EDP Comercial, Endesa, CTT – e a obter desses terceiros o pagamento de quantias monetárias, através de entidades e referências sob o seu controlo”.

São igualmente suspeitos de terem criado um ‘site’ “para partilha anónima e persistente dos dados pessoais de terceiros”.

A acusação foi deduzida em 15 de julho pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa e em causa está a alegada prática de “dezenas de crimes de acesso ilegítimo agravado e de falsidade informática”.

De acordo com a PGRL, os arguidos estão ainda acusados de falsificação de documento, burla qualificada, branqueamento, burla informática, detenção de arma proibida, abuso de cartão de garantia ou de cartão, dispositivo ou dados de pagamento, perseguição, perturbação de vida privada, abuso e simulação de sinais de perigo, devassa da vida privada, extorsão, ameaça e instigação pública a um crime.

Três dos 18 acusados estão a aguardar o desenrolar do processo, “de especial complexidade”, em prisão preventiva.

Últimas do País

Um homem e uma mulher detidos na sexta-feira na posse de 22,7 quilos de haxixe, estão em prisão preventiva, indicou hoje a Guarda Nacional Republicana (GNR).
O furto de cabos e de gasóleo de geradores tem afetado a reposição do abastecimento de água no concelho de Porto de Mós, no distrito de Leiria, disse hoje o vereador Eduardo Amaral, que manifestou revolta.
Cerca de 211 mil clientes da E-Redes continuavam hoje às 06:00 sem luz em Portugal continental, a maior parte na zona de Leiria, na sequência da depressão Kristin na madrugada de quarta-feira.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê um período prolongado de chuva na próxima semana em todo o território continental, mas sobretudo no norte e centro, regiões atingidas pelo mau tempo nos últimos dias.
O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) reconheceu hoje que tem os próximos dois dias para preparar as albufeiras para a próxima semana, que será "muito complicada" face à previsão de chuva em todo o território continental.
Um serviço de urgência de Ginecologia e Obstetrícia vai estar encerrado no sábado, e três vão estar encerrados no domingo, sobretudo nas regiões de Lisboa e Setúbal, segundo as escalas publicadas no Portal do SNS.
A Direção-Geral da Saúde alerta para riscos na segurança da água e dos alimentos após a tempestade Kristin e os cortes de energia, recomendando cuidados no consumo, na alimentação e no saneamento para proteger a saúde da população.
A idade média com que os portugueses se reformam aumentou 8,5 meses entre 2018 e 2024, mesmo com a estabilização da idade legal de acesso à pensão, segundo dados analisados por economistas do Banco de Portugal (BdP).
A ministra do Ambiente e Energia disse hoje, durante uma deslocação à Marinha Grande, que foram distribuídos 200 geradores pelas zonas afetadas pela depressão Kristin, na quarta-feira, e garantiu que ainda há mais disponíveis.
O Governo aprovou na quinta-feira, em Conselho de Ministros, o decreto que reclassifica o edifício da Livraria Lello e Irmão, no Porto, como Monumento Nacional, que conclui um processo de sete anos.