Israel anuncia nova fase da ofensiva centrada na cidade de Gaza

O exército israelita vai “concentrar” as suas operações na cidade de Gaza, no norte do território palestiniano, para atacar de “forma decisiva” o Hamas, anunciou hoje o chefe do Estado-Maior.

©Facebook Israel Reports

“Hoje aprovámos o plano para a próxima fase da guerra”, declarou Eyal Zamir, durante uma visita no terreno à Faixa de Gaza, citado num comunicado do exército.

“Manteremos o ímpeto da operação, concentrando-nos na cidade de Gaza”, acrescentou, referindo-se à ofensiva de grande escala anunciada em meados de maio pelo exército no território palestiniano, em guerra há 22 meses.

Sublinhando que Gaza é considerada por Israel um dos últimos bastiões do movimento islamita palestiniano Hamas, Eyal Zamir afirmou que os ataques continuarão até à sua “derrota decisiva”, com os reféns “no centro” das preocupações israelitas.

As declarações do chefe do Estado-Maior sobre “planos que visam ocupar Gaza são a promessa de uma nova vaga de extermínio e deslocamento massivo”, reagiu o movimento islamita no seu ‘site’ oficial.

O Hamas considera tratar-se de “um crime de guerra de grande dimensão, que reflete o desprezo do ocupante pelas leis internacionais e humanitárias”, levado a cabo “com o apoio político e militar dos Estados Unidos, que deram carta branca a Israel”.

Israel afirmou estar a preparar-se para assumir o controlo da cidade de Gaza e de campos de refugiados vizinhos, com o objetivo declarado de derrotar o Hamas e libertar os reféns raptados durante o ataque de 07 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, tinha anunciado no final da semana passada a aprovação deste novo plano, ratificado pelo seu gabinete de segurança, para uma nova fase das operações na Faixa de Gaza, já sem referência à operação anunciada em maio.

Essa operação “atingiu os seus objetivos, o Hamas já não tem as mesmas capacidades de antes”, afirmou o chefe do exército.

“A campanha atual não é pontual”, mas insere-se “numa estratégia planeada a longo prazo” que visa em primeiro lugar o Irão, adiantou, sem, no entanto, fazer referência ao plano de Netanyahu.

Na sexta-feira, o exército tinha confirmado que as suas tropas estavam a levar a cabo uma série de operações na periferia da cidade de Gaza, onde os habitantes relatam há vários dias intensos bombardeamentos e incursões terrestres.

Na noite de sábado, o Cogat, organismo dependente do Ministério da Defesa e responsável pelos assuntos civis nos territórios palestinianos, anunciou que a partir de hoje seriam “fornecidas tendas e outros equipamentos de abrigo no âmbito dos preparativos de Tsahal para deslocar a população das zonas de combate para o sul da Faixa de Gaza, para sua proteção”.

Estas declarações “do ocupante, sobre a instalação de tendas no sul de Gaza sob um pretexto ‘humanitário’, representam uma flagrante manobra de engano para encobrir o massacre iminente e o deslocamento forçado”, reagiu o Hamas.

Segundo a rádio militar, o objetivo do exército seria, até 07 de outubro, não só “retirar a população da cidade de Gaza, mas também concluir o cerco da cidade e assumir o seu controlo operacional”.

“Pelo menos quatro divisões serão destacadas para a Faixa de Gaza no âmbito da nova operação”, acrescentou a rádio, referindo a mobilização de “várias brigadas da reserva, ou seja, dezenas de milhares de soldados de reserva”.

Últimas do Mundo

O número de insolvências de empresas na Alemanha atingiu em 2025 o nível mais alto dos últimos 20 anos (17.604), de acordo com uma análise divulgada hoje pelo Instituto Leibniz de Investigação Económica de Halle (IWH).
A igreja católica de Espanha vai assumir a reparação de centenas de vítimas de abusos sexuais cujos casos não podem já ter resposta por via judicial, segundo um acordo assinado hoje entre a Conferência Episcopal e o Governo.
A justiça britânica aplicou penas de prisão a três residentes de Epping, em Essex, que, somadas, superam a condenação do imigrante ilegal responsável por crimes sexuais que desencadearam os protestos.
Os aeroportos europeus de Amesterdão, Bruxelas e Paris tiveram hoje de cancelar centenas de ligações aéreas, incluindo para Portugal, devido à queda de neve e vento, de acordo com as autoridades locais.
A secção do Ministério Público federal alemão responsável pelo combate às ameaças terroristas anunciou hoje que vai investigar a hipótese de terrorismo e sabotagem no apagão em parte de Berlim, ocorrido sábado.
Os agricultores da União Europeia (UE) terão ao seu dispor, no próximo quadro financeiro plurianual 2028-2034, um montante reservado de 293,7 mil milhões de euros, garantiu hoje a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Um ato de sabotagem contra a rede elétrica mergulhou bairros inteiros do sudoeste de Berlim no caos, afetando dezenas de milhares de pessoas, empresas e serviços essenciais. As autoridades alemãs falam agora num ataque deliberado reivindicado por um grupo extremista.
Mais de 150 residentes tiveram hoje de ser retirados de um complexo de habitação pública em Hong Kong, devido ao segundo incêndio a atingir um bairro social em dois dias.
O Governo português confirmou e lamentou hoje a morte da cidade portuguesa que foi desaparecida após o incêndio ocorrido numa Estância de Esqui em Crans-Mointana, na Suíça, na noite do fim de ano.
Milhares de residências no sudoeste de Berlim afetadas por um corte de quase 24 horas no fornecimento de energia elétrica recuperaram-no esta madrugada, enquanto as autoridades investigam uma possível sabotagem.