Criminalidade organizada aumentou na área da Procuradoria-Geral do Porto

Os crimes cometidos por grupos organizados de pessoas que se dedicam a roubos, tráfico de droga e cibercrime quase que triplicaram em 2024 comparativamente a 2023 na área da Procuradoria-Geral Regional do Porto (PGR-P), segundo um relatório hoje divulgado.

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De acordo com o relatório anual da PGR-P, publicado na sua página oficial de Internet, a criminalidade organizada — que visa organizações criminosas que se dedicam a roubos, tráfico de droga e cibercrime – aumentou 197,3% em 2024 face a 2023.

No ano passado, registaram-se 1.454 novos processos relativamente a este tipo de criminalidade, número que em 2023 tinha sido de 489 e em 2022 de 341.

Também os crimes contra pessoas especialmente vulneráveis – idosos, menores ou pessoas com deficiência — subiram em 2024 com a abertura de 945 processos, mais 162 do que no ano anterior.

Seguindo a tendência crescente de 2023, os crimes sexuais contra menores originaram 936 novos processos — 662 cometidos no seio familiar e 275 fora deste contexto.

Ao nível dos crimes ambientais, também se verificou um aumento com o registo de 234 novos inquéritos, quase o dobro de 2023 e 2022.

Tal como os anteriores, os crimes rodoviários subiram, passando de 2.986 processos em 2023 para 3.502 em 2024.

Por seu lado, os crimes de violência doméstica diminuíram em 2024, registando 11.899 novos processos, menos 1.774 do que em 2023.

Juntamente com este tipo de crimes, também o número de processos de tráfico de pessoas baixou de 60 para 35 e o de redes de imigração ilegal de 40 para 14 em 2024.

“No ano de 2024, registou-se um decréscimo dos novos processos de tráfico de estupefaciente, em boa medida justificada pela maior sofisticação e organização das estruturas criminosas a engrossar a criminalidade violenta e organizada”, apontou o relatório.

Os crimes de tráfico de droga baixaram de 2.719 em 2023 para 1.147 em 2024.

Os crimes em ambiente escolar e de saúde também diminuíram, ao contrário daqueles cometidos contra agentes de autoridade que subiram de 257 para 389 em 2024.

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