PS tem criminosos condenados e terroristas nas listas autárquicas

O Partido Socialista está no centro de uma nova polémica: um ex-membro das FP-25 é candidato em Setúbal e uma autarca condenada por corrupção recandidata-se em Arouca.

© Câmara Municipal de Setúbal

De acordo com o Observador, António Manuel Baptista Dias, antigo militante das FP-25 de Abril — grupo terrorista responsável por dezenas de mortes e atentados — surge como número cinco da lista do PS à Câmara Municipal de Setúbal. Já Margarida Belém, presidente da Câmara de Arouca, foi condenada por falsificação de documentos e recandidata-se com o apoio dos socialistas, relata o jornal 24Horas.

Condenado por tentativa de homicídio de um agente da PSP, António Baptista Dias, de 67 anos e atualmente professor, foi também um dos operacionais das FP-25 envolvidos em assaltos violentos e atentados à bomba.
Apesar disso, já havia sido candidato do PS à Junta de Freguesia de São Sebastião e chegou a ser condecorado com a Medalha de Ouro pela autarquia sadina.

Se este caso já levantava sérias questões éticas, a situação agrava-se com a recandidatura de Margarida Belém, presidente socialista da Câmara de Arouca, condenada a um ano e três meses de prisão por falsificação de documento, num processo relacionado com uma adjudicação ilegal de obras em plena campanha eleitoral.

O caso remonta a 2017 e envolveu o empresário Carlos Pinho, atual presidente do FC Arouca, também condenado. O contrato foi feito por ajuste direto e assinado quando a obra já decorria, o que levou à condenação, confirmada pelo Tribunal da Relação do Porto.
“É o retrato da podridão do sistema e do silêncio cúmplice da comunicação social”, denuncia o CHEGA.

O partido liderado por André Ventura acusa o PS de protagonizar um “branqueamento da corrupção e do terrorismo”, permitindo que candidatos manchados por crimes graves integrem listas e presidam câmaras municipais.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA disse que tentou “até à última hora” um consenso com o Governo sobre a lei laboral, e rejeitou que o chumbo da proposta tenha sido “cálculo político”.
André Ventura levou ao debate quinzenal 47 páginas de propostas para alterar a reforma laboral, defendendo o regresso dos 25 dias de férias, a valorização de quem trabalha por turnos e uma revisão das regras de acesso aos apoios sociais.
O líder do CHEGA anunciou esta terça-feira que a reunião que teve com o primeiro-ministro sobre as alterações à lei laboral terminou sem acordo e indicou que o partido e o Governo vão "continuar a trabalhar" nas próximas horas.
O presidente do CHEGA, André Ventura, confirmou hoje que vai voltar a reunir-se com o primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, sobre a reforma laboral e pediu um compromisso escrito em relação à idade da reforma.
O Parlamento vota hoje uma lista conjunta PSD, CHEGA e PS para a eleição de quatro novos juízes candidatos ao Tribunal Constitucional (TC) e também a candidata proposta pelos socialistas para provedora de Justiça, Luísa Neto.
O Presidente do CHEGA defendeu hoje a confirmação do decreto do Parlamento sobre a utilização de bandeiras em edifícios públicos vetado pelo chefe de Estado, considerando que existe uma maioria suficiente para o fazer.
O Presidente do CHEGA afirmou hoje que não foi possível chegar a um entendimento com o Governo sobre a reforma laboral, depois de ter estado reunido com o primeiro-ministro, e reiterou que votará contra "se tudo se mantiver como está".
O primeiro-ministro e o presidente do CHEGA estão reunidos em São Bento, encontro que o gabinete de Luís Montenegro apenas confirma como "reunião de trabalho".
O CHEGA considera que "há caminho para andar" para um acordo com o Governo visando a viabilização da proposta do executivo que cria a prestação social única (PSU).
O presidente do CHEGA disse hoje que o seu partido poderá viabilizar a criação da Prestação Social Única (PSU) na generalidade se o PSD aceitar limitar os apoios sociais para imigrantes, desafiando os sociais-democratas a aceitar esse "compromisso".