chega quer aumento de salários para bombeiros

Ventura considera “indigno” o valor atualmente pago aos bombeiros e vai propor um aumento para cinco euros por hora, juntamente com reformas na Proteção Civil e medidas para o combate aos incêndios.

© Folha Nacional

O CHEGA vai apresentar uma proposta na Assembleia da República para aumentar para cinco euros por hora a compensação para os bombeiros voluntários e agendou para o dia 25 um debate sobre o combate aos incêndios.

“Neste momento os bombeiros ganham pouco mais de três euros por hora, menos que um criminoso que esteja preso. Isto é indigno, é um valor que não dignifica os bombeiros e sobretudo que não dignifica o país”, considerou o Presidente do CHEGA.

Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, após uma reunião com a Liga dos Bombeiros Portugueses, André Ventura indicou que o partido está “a apontar que o valor por hora possa chegar aos cinco euros”, por forma a equiparar “aquilo que os bombeiros nestas circunstâncias ganham a bombeiros que trabalham noutro tipo de cenários a nível da OCDE e da União Europeia”.

“Nós deixámos o compromisso à Liga dos Bombeiros de que vamos avançar antes do Orçamento do Estado, e esperemos poder contar com algum consenso aqui na câmara, para, pelo menos de forma antecipada, garantir um índice remuneratório digno aos bombeiros que neste momento não têm”, afirmou, considerando que “isso pode ser feito já”.

André Ventura indicou que o CHEGA vai propor também mudanças a nível “do comando e da articulação da Proteção Civil”, e manifestou intenção de que as alterações entrem em vigor até ao final do ano.

“Nós temos de garantir que há uma estrutura de Proteção Civil que decide a nível nacional, uma coordenação dos meios, da afetação de recursos, etc., mas que quem decide operacionalmente o comando dos terrenos a nível distrital são 18 comandos distritais de bombeiros”, referiu, defendendo que “não faz sentido nenhum que a Proteção Civil em Lisboa continue a dar ordens aos bombeiros que estão no terreno a combater os fogos”.

O Presidente do CHEGA indicou igualmente que o partido pediu o agendamento para o próximo dia 25 de setembro de um debate “sobre a questão do combate aos incêndios e sobre a questão da reorganização dos bombeiros e da Proteção Civil”.

“É o dia que temos para resolver um problema que tem anos e que há muito tempo não é resolvido. Resolver o seu índice remuneratório, definir uma carreira para os bombeiros e, sobretudo, acabar com este gigantesco monstro da Proteção Civil e garantir que os comandos são de bombeiros a nível distrital, que têm alocação de meios e que as decisões operacionais são tomadas pelos bombeiros a nível também distrital”, elencou, dizendo que vai abordar o PSD para perceber se há “um consenso nessa matéria”.

“Acho que CHEGA e PSD se deviam entender nisto, os bombeiros pedem isto, as populações pedem isto, e acho que temos de resolver este problema com rapidez”, defendeu.

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