Deputado do Chega queixa-se de ter sido ameaçado por Hugo Soares na semana passada

O deputado do CHEGA Pedro dos Santos Frazão queixou-se hoje à Comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados de ter sido ameaçado na semana passada, durante o plenário, pelo líder parlamentar do PSD, Hugo Soares.

© Folha Nacional

O CHEGA divulgou hoje uma “queixa formal” apresentada por Pedro Frazão contra Hugo Soares, na sequência “das ameaças proferidas durante a reunião plenária da Assembleia da República no passado dia 17 de setembro”.

No documento divulgado, o deputado do CHEGA solicita à Comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados, presidida por Rui Paulo Sousa, da mesma bancada, a instauração de um inquérito.

Pedro Frazão refere que na sessão plenária da quarta-feira da semana passada, Hugo Soares “com o microfone desligado, mas em tom de voz que permitiu a toda a câmara ouvir o que dizia”, dirigiu-se a ele afirmando: “Vais-me bater na minha casa?”; “Eu dou-te pancada! Eu dou-te porrada! Queres?”.

“Em seguida, pegou no telefone, fazendo sinais para que o signatário atendesse o seu e, como este não o fizesse, desafiou-o várias vezes para se dirigirem ‘até Iá fora!’, para resolverem o assunto”, continua a relatar.

De acordo com o deputado do CHEGA, o presidente da Assembleia da República tentou “chamar à razão, por várias vezes”, o social-democrata, que respondeu que “já tinha sugerido ao signatário [Pedro Frazão] ‘irem Iá para fora!’, mas que este não queria”.

Últimas de Política Nacional

O líder do CHEGA anunciou hoje que o partido vai pedir ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva da Prestação Social Única (PSU), por considerar inconstitucional que pessoas com elevada incapacidade por doença tenham de prestar trabalho social.
A dirigente e deputada do CHEGA Rita Matias afirmou hoje que o seu partido está disponível para um “diálogo concreto” com o PSD e devolveu ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, a acusação de “falta de coragem”.
O presidente do CHEGA disse que tentou “até à última hora” um consenso com o Governo sobre a lei laboral, e rejeitou que o chumbo da proposta tenha sido “cálculo político”.
André Ventura levou ao debate quinzenal 47 páginas de propostas para alterar a reforma laboral, defendendo o regresso dos 25 dias de férias, a valorização de quem trabalha por turnos e uma revisão das regras de acesso aos apoios sociais.
O líder do CHEGA anunciou esta terça-feira que a reunião que teve com o primeiro-ministro sobre as alterações à lei laboral terminou sem acordo e indicou que o partido e o Governo vão "continuar a trabalhar" nas próximas horas.
O presidente do CHEGA, André Ventura, confirmou hoje que vai voltar a reunir-se com o primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, sobre a reforma laboral e pediu um compromisso escrito em relação à idade da reforma.
O Parlamento vota hoje uma lista conjunta PSD, CHEGA e PS para a eleição de quatro novos juízes candidatos ao Tribunal Constitucional (TC) e também a candidata proposta pelos socialistas para provedora de Justiça, Luísa Neto.
O Presidente do CHEGA defendeu hoje a confirmação do decreto do Parlamento sobre a utilização de bandeiras em edifícios públicos vetado pelo chefe de Estado, considerando que existe uma maioria suficiente para o fazer.
O Presidente do CHEGA afirmou hoje que não foi possível chegar a um entendimento com o Governo sobre a reforma laboral, depois de ter estado reunido com o primeiro-ministro, e reiterou que votará contra "se tudo se mantiver como está".
O primeiro-ministro e o presidente do CHEGA estão reunidos em São Bento, encontro que o gabinete de Luís Montenegro apenas confirma como "reunião de trabalho".