Ventura quer ser candidato mais votado na primeira volta e ter resultado expressivo

O candidato presidencial, e líder do CHEGA, André Ventura, estabeleceu hoje como objetivo ser o candidato mais votado na primeira volta das eleições de janeiro, e ter um resultado o "mais expressivo possível" numa segunda volta.

© Folha Nacional

“O CHEGA sustentou, sublinhou, endereçou este apoio, o que a mim muito me honra, com o objetivo claro de vencermos a primeira volta das eleições presenciais de janeiro e de conseguirmos na segunda volta vencer ou ter o resultado mais expressivo possível, que mostre que a nossa base de sustentação, que o movimento que sustenta este movimento de reacordar o país, que este movimento de redinamizar o país, está vivo, está forte e é hoje o movimento político mais forte em Portugal”, afirmou.

O líder do CHEGA falava aos jornalistas na sede desta força política, em Lisboa, no final de uma reunião da Direção Nacional, na qual foi formalizado o apoio do partido à sua candidatura presidencial. De acordo com o candidato, e presidente da Direção Nacional, esta decisão foi unânime.

André Ventura disse que a sua candidatura é pessoal, mas “que se alicerça e que tem uma raiz profundíssima naquilo que tem sido o crescimento e a implantação do CHEGA no país todo”.

Por isso, o candidato quer “mobilizar o eleitorado que tem vindo a confiar no CHEGA e alargar esta base de apoio àqueles que querem um país verdadeiramente livre de corrupção, àqueles que querem um país que consiga controlar a imigração descontrolada que tem tido, mas também afirmar os valores da pátria e da nação”.

Ainda assim, disse que não parte para estas eleições, “nem com a garantia, nem com o medo, de não ter o resultado das legislativas” de maio, um milhão e 400 mil votos.

“Os portugueses no dia 18 de maio deram um resultado, de facto, incrivelmente elevado ao CHEGA, não ganhámos ainda, mas foi um resultado incrivelmente elevado. Eu quero ter esse resultado, vou lutar para superar esse resultado, mas aceitarei o veredicto das pessoas”, referiu.

E é uma candidatura “de unidade” com os autarcas e dirigentes do partido, referiu, indicando que “quer ir mais além e mostrar que o crescimento que o partido tem tido será agora plasmado num grande movimento de dinamização política que levará pelo menos até à segunda volta destas eleições presidenciais”.

Ventura defendeu também que esta é “a única candidatura patriota” às eleições presidenciais de janeiro.

O candidato presidencial e presidente do partido indicou também que os outros 59 deputados que constituem o grupo parlamentar vão assinar “uma declaração de apoio também a esta candidatura presidencial”.

André Ventura disse ainda que a decisão do partido apoiar a sua candidatura não precisa de ser tomada Conselho Nacional, e que este órgão não se irá reunir mais nenhuma vez antes das eleições presidenciais.

“Houve um Conselho Nacional, essa posição foi expressa. Faltava haver uma reunião da Direção Nacional que formalizasse esse apoio e que deixasse formalmente, para todos os efeitos políticos, legais, etc, que o partido apoia esta candidatura, foi esse ato que ocorreu hoje e é na sequência desse Conselho Nacional que ocorreu”, explicou.

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