Crédito à habitação acelera em outubro pelo 22.º mês consecutivo para 109.100 milhões

O ‘stock’ de empréstimos para habitação acelerou em outubro pelo 22.º mês consecutivo, com um aumento homólogo de 9,4% para 109.100 milhões de euros, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).

“Relativamente a setembro, o ‘stock’ de empréstimos para habitação aumentou 993 milhões de euros, totalizando 109.100 milhões de euros no final de outubro. Em comparação com o mês homólogo, cresceu 9,4% (8,9% em setembro), mantendo a trajetória de aceleração observada desde janeiro de 2024”, refere o banco central.

Já o montante de empréstimos ao consumo e outros fins aumentou 166 milhões de euros em relação a setembro, para 33.400 milhões de euros, enquanto a taxa de variação anual foi de 7,9% (7,7% em setembro), refletindo um crescimento de 7,2% nos empréstimos para consumo e de 9,1% nos empréstimos para outros fins.

Globalmente, em outubro de 2025, o montante total de empréstimos a particulares cresceu 9,0% em termos homólogos, somando 142.471 milhões de euros.

No que diz respeito ao ‘stock’ de empréstimos concedidos pelos bancos às empresas, no final de outubro de 2025 totalizava 73.800 milhões de euros, menos 447 milhões do que no final de setembro. Relativamente a outubro de 2024, registou-se um crescimento de 4,3% (4,2% em setembro).

Segundo o BdP, as microempresas e as pequenas empresas mantiveram taxas de variação anual positivas (13,3% e 4,0%, respetivamente), enquanto os empréstimos às médias empresas continuaram a apresentar uma taxa de variação anual negativa (-0,8%), uma “tendência que persiste desde julho de 2022”.

Já as grandes empresas também registaram uma taxa de variação anual negativa (-0,5%), interrompendo a trajetória de crescimento que durava havia 17 meses.

O banco central destaca que o crédito ao setor da construção e atividades imobiliárias “acelerou pelo sexto mês consecutivo”, com a taxa de variação anual a atingir 8,6% (8,4% em setembro).

Já no comércio, transportes e alojamento, a taxa de variação anual foi de 3,5%, mas com “comportamentos diferenciados”: Se o crédito ao alojamento e restauração e o crédito ao comércio aumentaram em relação ao mês homólogo (4,4% e 5,3%, respetivamente), o crédito ao setor dos transportes e armazenagem diminuiu 3,1%.

No que diz respeito aos depósitos, no final de outubro “o ‘stock’ de depósitos de particulares nos bancos residentes totalizava 197.500 milhões de euros, mais 398 milhões do que em setembro.

O BdP explica que esta variação refletiu uma redução de 79 milhões de euros nas responsabilidades à vista (constituídas quase na totalidade por depósitos à ordem) e um aumento de 477 milhões nos depósitos a prazo (que incluem os depósitos com prazo acordado e os depósitos com pré-aviso).

Em termos homólogos, o ‘stock’ de depósitos de particulares cresceu 4,4% (4,8% em setembro), “retomando a tendência de desaceleração observada desde novembro de 2024”.

Segundo avança o Banco de Portugal, “esta desaceleração poderá estar associada à remuneração destes depósitos e ao aumento das subscrições líquidas de certificados de aforro e da detenção de unidades de participação em fundos de investimento”.

No final de outubro de 2025, o ‘stock’ de depósitos das empresas nos bancos residentes ascendia a 74.500 milhões de euros, mais 2.083 milhões do que em setembro de 2025.

Já a taxa de crescimento anual foi de 11,5%, acima da registada em setembro (10,9%).

Últimas de Economia

Os portos da Madeira registaram a entrada de 129 navios de cruzeiro no primeiro trimestre desde ano, mais 24 do que no mesmo período do ano passado, indicou hoje a Direção Regional de Estatística (DREM).
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou cerca de 3.900 milhões de euros em abril, para 287.100 milhões de euros, segundo dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal (BdP).
Os preços das casas em Portugal devem manter-se elevados, com a demora das medidas para estimular a oferta a produzir efeitos, existindo riscos associados à capacidade de pagar os créditos, principalmente com garantia pública, conclui a DBRS.
A prestação da casa vai subir em junho para créditos com taxa variável a três meses, seis meses e 12 meses, segundo adiantou a Deco Proteste.
A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quinta-feira e termina maio com a média mensal a subir de novo nos três prazos.
A esperança de vida à nascença aumentou para 81,75 anos, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE), segundo o qual aos 65 anos a população portuguesa pode esperar viver mais 20,19 anos.
A idade da reforma vai subir para os 66 anos e 11 meses em 2027, segundo confirmam os dados da esperança de vida hoje publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os estrangeiros representaram 28% das compras de casas em Portugal no ano passado, segundo dados do Banco de Portugal divulgados hoje no Relatório de Estabilidade Financeira.
O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu em abril um novo máximo histórico de 2.174 euros por metro quadrado, mais 23 euros do que em março e 16,5% acima do mesmo mês de 2025, divulgou o INE.
O CHEGA apresentou um projeto de resolução no Parlamento para recomendar ao Governo português que se oponha à criação do chamado 'Euro Digital' e a qualquer iniciativa europeia que vise a eliminação progressiva do dinheiro físico.